Assunção Cristas e a execução orçamental: “Sempre feita à conta do aumento de impostos”

A presidente do CDS-PP disse que a execução orçamental deste ano tem sido feita à conta do aumento de impostos, respondendo assim aos resultados apresentados pelo Ministério das Finanças.

“Não ouvi [informação] porque estava aqui, mas a história da execução orçamental deste ano é exatamente essa: sempre feita à conta do aumento da arrecadação de impostos e isso é notório em todos os momentos”, adiantou Assunção Cristas à margem da 1.ª Convenção Anual de Administração Pública “Reforma do Estado: principais estratégias e desafios”, que decorreu na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, em Leiria.

Assunção Cristas acrescentou que para o “próximo ano também é um orçamento que aumenta impostos, cria novos impostos, mantém uma carga fiscal muito elevada, o que na verdade, para uma situação em que, de acordo com as palavras do governo já é de desafogo e já não é de austeridade, o que vemos é um orçamento austeritário, que carrega muito nos impostos”.

A líder do CDS-PP lembrou ainda que o orçamento para 2017 “traz quatro novos impostos”, pelo que “aumenta e não alivia as famílias e as empresas, em benefício de uns e de outros e do que é fundamental para que as famílias possam viver melhor e de forma mais tranquila, que é ter a garantia de um crescimento económico, que é sólido e sustentável”.

Para Assunção Cristas, “isso faz-se através do investimento, das exportações e das empresas que podem garantir melhores níveis de crescimento”.

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