Ataques com laser a aviões ameaçam segurança aérea

Sucedem-se casos em que os pilotos ficam “temporariamente cegos” em pleno voo. No Porto e em Lisboa já houve relatos mas não foram tomadas medidas.

Nos últimos quatro anos, os aeroportos portugueses têm sido alvo de ataques com lasers aos aviões. Ao que o “Correio da Manhã” apurou, no total, já se registaram 950 casos destes no território nacional.

“Um piloto «cego temporariamente», um copiloto «distraído» pela luz verde que invadiu o cockpit do avião prestes a aterrar no Porto. E uma aterragem abortada a 200 metros do solo”, escreve o CM, esta sexta-feira. Segundo explica o matutino, os processos judiciais sobre este fenómeno têm sido arquivados porque os magistrados não consideram a utilização de lasers contra aeronaves um crime.

O número de ataques com feixes de laser (950) está a afetar a segurança aérea no país e constitui um crime punível até oito anos de prisão, defendem os pilotos e das autoridades aeronáuticas, mas as caras por detrás das incursões não são conhecidas.

No entanto, o presidente do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA) realça ao diário que a entidade já apresentou “dezenas de queixas” e que “todos os processos foram arquivados”.

“Por um lado são processos contra desconhecidos, por outro, os juízes consideram que não é perigoso”, esclarece Álvaro Neves. O responsável acrescenta que recebeu “as participações dos pilotos” mas não tem “meios humanos nem materiais para investiga”.

O GPIAA sublinha que a maior parte dos ataques com laser acontece às sextas e sábados à noite e junto às zonas dos rios Tejo e Douro.

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