Atividade da construção portuguesa no exterior caiu pelo segundo ano consecutivo

Segundo uma análise da AECOPS – Associação das Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços, a faturação das construtoras portuguesas fora de Portugal caiu 14% em 2016, para um total de 4.498,5 milhões de euros.

Jose Manuel Ribeiro/Reuters

A atividade da construção portuguesa nos mercados externos voltou a cair em 2016, pelo segundo ano consecutivo.

Segundo uma análise da AECOPS – Associação das Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços, a faturação das construtoras portuguesas fora de Portugal caiu 14% em 2016, para um total de 4.498,5 milhões de euros.

“Os dados apurados pelos EIC – European International Contractors mostram que nos dois últimos anos registou-se uma diminuição quer do volume de negócios quer da carteira de encomendas obtidos no exterior pelas empresas de construção portuguesas. Mesmo assim, ao longo da década, a atividade internacional das construtoras portuguesas cresceu a uma média anual de 9%”, adianta o referido relatório.

A AECOPS revela ainda que as construtoras portuguesas obtiveram no ano passado um total de 4.226,6 milhões de euros em novos contratos nos mercados externos.

“No contexto da atividade internacional das construtoras europeias, importa salientar que as empresas de construção portuguesas continuam a o ocupar lugares de destaque na América Central e do Sul e em África. A construção portuguesa representa 16% do total do volume de negócios internacional das construtoras europeias na América Central e do Sul e 15% em África, correspondendo, em termos absolutos, a 1.713 e 2.212 milhões de euros, respetivamente”, acrescenta a AECOPS.

No ‘ranking’ do volume de negócios das construtoras europeias na América Central e do Sul relativo a 2016, com um valor de 10.722 milhões de euros, Espanha continuou a ocupar o 1º lugar e Portugal reconquistou a 3ª posição, a seguir à Itália, posicionada em 2º lugar.

Neste particular, verificou-se uma melhoria do posicionamento relativo das construtoras portuguesas, passando a representar 16% do total da atividade internacional no ‘ranking’ europeu.

Já no mesmo tipo de ‘ranking’ mas no que respeita a África, com um valor de 14.870 milhões de euros ao longo de 2016, a França continuou a ocupar o 1º lugar, e Portugal posicionou-se em 4º lugar, perdendo a segunda posição para a Turquia e ficando a Itália em 3º lugar.

A AECOPS entende ainda que o novo PIE – Plano de Investimento Externo Europeu, lançado pela Comissão Europeia, “constitui uma oportunidade para dinamizar e recuperar a internacionalização das empresas de construção portuguesas em África, alavancando o investimento em projetos de desenvolvimento”.

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