Atrasos na entrega da vacina em Espanha não afetaram Portugal, garante Marta Temido

No segundo dia de vacinação contra a Covid-19 em Portugal, a ministra da Saúde garantiu que os “incidentes logísticos” assistidos na entrega de vacinas em Espanha não se verificaram em Portugal. Marta Temido prevê que sejam entregues mais 79.950 mil doses em janeiro e que os lares sejam os próximos a ser vacinados.

Lusa

Em visita ao Hospital Curry Cabral que começa a vacinar os profissionais de saúde contra a Covid-19, esta segunda-feira, Marta Temido afirmou que este segundo dia do processo de vacinação é “mais um momento simbólico” no combate à pandemia.

“[Esta é] uma unidade com um desempenho significativo no combate à pandemia e cujo os profissionais apoiaram este trabalho e todos os portugueses. É muito bom poder voltar a estar com profissionais de saúde, que desde há longos meses vêm trabalhando para que os portugueses tenham os melhores cuidados. É muito bom poder partilhar com eles este momento, da própria vacinação, que é um sinal de esperança, união e esforços para ultrapassar o que ainda está para vir”, comentou a ministra da Saúde, esta manhã aos jornalistas.

Questionada sobre se Portugal vai ser afetado por um “incidente de logística” que fez com que Espanha receba com atraso as primeiras doses da vacina da Pfizer-BioNTech, a responsável pela pasta da Saúde garante que já chegaram cerca de 70 mil vacinas, tal como estava previsto.

“Não fomos atingidos por esses transtorno na entrega. Portugal recebeu a quantidade vacinas que estava prevista”, garantiu.

“Estimamos ter 79.950 mil entregas em cada uma das quatro semanas de janeiro, uma quantidade que recebemos por duas vezes neste mês de dezembro”, adiantou, acrescentando que durante o mês de janeiro antecipa-se começar o processo de vacinação nas “estruturas residenciais para pessoas idosas”, seja para profissionais seja para os utentes. Para já, está a ser concluído o processo de identificação destes lares, acrescentou.

Durante o mesmo momento, o diretor do Serviço de Infecciologia do Hospital Curry Cabral, afirmou que “esta vacinação representa um marco na história da vacina”, relembrando ainda a necessidade de se manterem os comportamentos preventivos que foram adotados nestes últimos 10 mês como forma de evitar a propagação deste vírus

“Até atingirmos os 60-70% de vacinação não podemos recuar nos comportamentos [preventivos]. Temos que ter cuidados ate esses resultados preliminares se venham a confirmar. A confirmar-se a segurança e a eficácia demonstradas de uma forma preliminar já com esta vacina, estamos num caminho de sucesso, estamos num caminho de resolução deste problema.  É importante todos nos vacinemos”, afirmou.

“Depois desta vacina sou um otimista. Espero que lá para setembro estejamos a voltar às nossas vidas normais”, concluiu.

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O secretário de Estado da Saúde refere que os próximos lotes a serem entregues em Portugal são todos dos laboratórios da Pfizer. Das 70.200 doses que chegam esta segunda-feira a Portugal, 19.500 vão para as regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

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