Augusto Mateus: garantia mútua é decisiva para financiamento e apoio no pós-projeto

Augusto Mateus defende que “a garantia mútua deve ser reforçada e deve continuar o seu caminho”. “Sobre isso devemos ter expectativas muito positivas. Vai haver meios para reforçar o sistema de garantia mútua, vai ser possível desenvolver o conjunto de intervenções que lhe dão solidez, e isso vai resolver grande parte das necessidades de financiamento […]


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Augusto Mateus defende que “a garantia mútua deve ser reforçada e deve continuar o seu caminho”. “Sobre isso devemos ter expectativas muito positivas. Vai haver meios para reforçar o sistema de garantia mútua, vai ser possível desenvolver o conjunto de intervenções que lhe dão solidez, e isso vai resolver grande parte das necessidades de financiamento corrente das PME”, disse aquele professor durante a sua intervenção no Fórum Lisgarante, sobre a “Economia Portuguesa: A Hora do Investimento”, realizado na quarta-feira, no Centro de Congressos de Lisboa, evento que contou com mais de 300 empresários.

Segundo Augusto Mateus, a garantia mútua “está bem, cresceu, resolveu algumas falhas de mercado, foi muitíssimo importante na forma como resistimos ao ajustamento e à crise nacional e internacional, e permitiu a um número muito alargado de empresas poderem resolver falhas de mercado do ponto de vista do custo e do acesso ao financiamento”.

Para além do financiamento inicial, Augusto Mateus aconselha que é necessário “investimento com mais tempo e mais qualidade para apoiar a empresa no pós-projeto”, tornando-a “mais forte e competitiva”. “A gestão dos sistemas de incentivos deve ter uma preocupação muito importante com o pós-projeto”, acrescentou.

Por sua vez, o presidente do IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, Miguel Cruz, que interveio na sessão de abertura do Fórum, relembrou que “esta é a hora do investimento”, numa clara alusão à importância dos sistemas de incentivos no Portugal 2020 para a economia. “Constitui um importante sinal o facto de termos recebido no último concurso do SI Inovação candidaturas com um total de intenção de investimento de cerca de 1,9 mil milhões de euros de investimento (para 1086 candidaturas). Entretanto, em concursos anteriores, só o IAPMEI aprovou já mais de 1200 projetos, tendo atribuído cerca de 343 milhões de euros de incentivo. Gostava de reafirmar que o sucesso de uma candidatura não está na sua aprovação, mas na sua execução e resultados”, frisou.

Após a apresentação dos produtos financeiros da Lisgarante, a cargo de Bruno Matias Piegas, sub-diretor comercial da Lisgarante, seguiu-se um painel de debate denominado “Open Session” em que participaram Afonso Queiroz/Grupo MBD, Carlos Abade, diretor de apoio ao investimento do Turismo de Portugal, Norma Rodrigues, diretora-geral da Associação Industrial Portuguesa, Nuno Carvalho, presidente do conselho de administração da Agriloja e Miguel Queiroz, diretor da Eurotrials.

Aceder ao financiamento

Carlos Abade referiu que uma das prioridades da sua organização é “criar condições para que as empresas acedam ao investimento e à fonte de financiamento adequada”. Norma Rodrigues indicou que as empresas procuram, através dos programas da AIP, acesso a novos mercados e a modernas formas de capacitação, mas também chamou a atenção para a urgência de as PME e as grandes empresas se unirem em projetos e iniciativas conjuntas, sobretudo no que diz respeito a concursos internacionais.

“Conjuntura, contexto, oportunidade, condições, custos e fontes de financiamento são os vetores que as empresas devem ter em conta na hora do investimento”, sublinhou o presidente da comissão executiva da Lisgarante, Nuno Cavaco Henriques, a quem coube a tarefa de encerrar o fórum.

A garantia mútua “está muito ligada ao investimento”, referiu, ao acrescentar alguns indicadores sobre a actividade da Lisgarante: “95% das nossas soluções de apoio passam por aplicações de médio e longo prazo. 30% da nossa carteira de crédito de garantia está relacionada com o comércio, seguindo-se os serviços, a indústria e o turismo. Este ano já apoiamos em mais de 300 milhões de euros o financiamento às empresas. A nossa carteira, neste momento, permite financiar em mais de mil milhões de euros, inserido num Sistema de Garantia Mútuo que tem uma carteira de crédito próxima dos três mil milhões de euros. O nosso desafio é continuar a apoiar as empresas e que estas vejam a garantia mútua como uma oportunidade para que estruturalmente o financiamento não seja uma preocupação corrente mas um pilar do investimento”.

OJE

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