Aumento dos alojamentos locais preocupa empresários hoteleiros

António Trindade, presidente e CEO do grupo Porto Bay, reconhece que o aumento dos alojamentos locais é uma ameaça aos hotéis, sobretudo, porque não existe uma estratégia de deslocamento dos turistas para as várias regiões de Portugal.

Para o empresário do grupo hoteleiro madeirense, o problema reside nas más acessibilidades para transportar os turistas pelo país e por isso, continuam a permanecer essencialmente nas duas principais cidades portuguesas.

“Existe espaço para todos, desde hotéis, hostels, alojamento local, o que importa realçar, é que de facto, os transportes não são assegurados para que os turistas circulem pelo país. Se isso acontecesse aumentava também o tempo de estadia em todas as unidades turísticas”, revelou António Trindade ao Jornal Económico, à margem do 42.º Congresso Nacional da APAVT (Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo) que está a decorrer em Aveiro e termina hoje.

O presidente do Grupo salienta que o turismo em Portugal é vivenciar experiências, quer numa lógica nacional quer regional. António Trindade admite mesmo, que era necessário o novo aeroporto em Lisboa para não limitar a chegada de turistas ao país. “Que aconteça já a construção do novo aeroporto”, adianta.

Sucesso do turismo em Portugal é quando o cliente volta

Segundo o responsável, o ano de 2016 foi de crescimento para o Porto Bay Hotels & Resorts, revelando que só na Madeira, onde o grupo é originário, teve uma ocupação de 94%, sendo que 43% dela foi de clientes repetentes. “ O sucesso do turismo em Portugal é quando o cliente volta e isso é porque a Madeira é um destino consolidado, a que se deve ao factor mais importante, confiança”, assegura.

Para António Trindade, o crescimento do setor é baseado em três factores determinantes: Confiança, fidelização e players de oferta que se preocupam com os produtos, de forma a gerarem uma garantia de sucesso.

O mercado da capital, também uma das apostas do Grupo Porto Bay, que conta já com duas unidades turísticas, a última aberta em Maio deste ano no Marquês de Pombal, apresenta a par com a Madeira, resultados muito positivos, com um crescimento de 18% nas receitas e com o objetivo de aumentar em 10% a faturação no próximo ano.

Mas o empresário madeirense acrescenta que para aumentar esses valores é necessário, mesmo prioritário, uma requalificação das infraestruturas aeroportuárias.

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