Aumentos de capital e LME reforçam em 1.217 milhões os fundos próprios do Novo Banco

O LME reforçou os fundos próprios do Novo Banco em 217 milhões, e os aumentos de capital de mil milhões no total permitiram que o rácio de capital principal (CET1), tenha saltado para 15%, o mais alto dos bancos grandes.

Rafael Marchante/Reuters

O Novo Banco ainda não divulgou o rácio que o Banco Central Europeu (BCE) estabeleceu os requisitos mínimos prudenciais em vigor para 2018, com base nos resultados do Supervisory Review and Evaluation Process (SREP) – Processo de análise e avaliação para fins de supervisão.

Mas ao longo do quarto trimestre, o forte reforço de capital em 1.217 milhões de euros fez subir os rácios de CET1 para cima dos 15%,  dos mais altos do setor. No regime phased-in no terceiro trimestre 2017, o BCP tinha um CET1 de 13,2% e Caixa de 13%.

O Novo Banco reforçou a sua base de capital em 1.217 milhões de euros. Isto porque no início de Outubro, concluiu o LME (Liability Management Exercise) – recompra de dívida a desconto, operação que teve um impacto direto no capital de 217 milhões de euros.

Depois, a 18 de Outubro, quando é anunciada a compra pelo Lone Star de 75% do capital do banco, é feito um aumento de capital, com a injeção de 750 milhões de euros pelos norte-americanos.

Finalmente, no passado dia 21 de Dezembro, foi anunciado o segundo reforço de capital de 250 milhões de euros.

Segundo fonte familiarizada com o assunto, a cada 100 pontos base de capital correspondem cerca de 290 milhões de euros, logo os 1.217 milhões constituem um reforço de superior a 400 pontos base, passando o rácio de capital CET 1 de 10,9% para 15%.

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