Austrália condena Coreia do Norte por ataque informático (que também afetou Portugal)

A reação por parte da Austrália surge horas depois de os Estados Unidos terem acusado oficialmente a Coreia do Norte de ser responsável pelo ataque informático.

A Austrália condenou hoje a Coreia do Norte pelo ataque informático com o vírus “Wannacry” que, em maio, bloqueou mais de 200.000 computadores de empresas e instituições em 150 países de todo o mundo.

“Condenamos a Coreia do Norte por se valer do cibercrime, que representa um grave risco para a economia global e tem efeitos devastadores nas operações dos governos, dos serviços, da atividade empresarial e na segurança e bem-estar dos indivíduos”, afirmou o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull em comunicado.

A reação por parte da Austrália surge horas depois de os Estados Unidos terem acusado oficialmente a Coreia do Norte de ser responsável pelo ataque informático.

“Este vasto ataque custou milhares de milhões e a Coreia do Norte é diretamente responsável”, escreveu Tom Bossert, o conselheiro para a segurança interna do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, num artigo no The Wall Street Journal, divulgado na segunda-feira à noite, no qual garantiu que a acusação não é leviana e se baseia em provas.

O regime de Pyongyang é suspeito de estar por detrás do ‘software’ malicioso que afetou o funcionamento de fábricas, bancos, hospitais, escolas e lojas e dos resgates exigidos posteriormente para recuperar os sistemas operativos.

Portugal também constou entre os países visados pelo ataque informático.

Em outubro, o governo britânico acusou a Coreia do Norte de estar na origem deste ataque informático, que afetou, entre outras entidades, o serviço de saúde pública britânico (NHS).

A par do NHS, o ataque informático lançado em 12 de maio, através do ‘software’ malicioso apelidado de “Wannacry”, afetou também as fábricas do construtor automóvel francês Renault, a operadora espanhola Telefonica e a empresa norte-americana de entrega de encomendas FedEx.

Os responsáveis pelo ataque reclamaram um resgate para desbloquear os computadores afetados. A empresa norte-americana de segurança informática Symantec chegou a atribuir o ataque ao grupo de piratas informáticos conhecido como Lazarus, suspeito de ter ligações ao regime norte-coreano.

Relacionadas

Perguntas e respostas sobre o exército de ‘hackers’ da Coreia do Norte

A crescente atividade dos piratas informáticos norte-coreanos reforça o progresso da Coreia do Norte na infiltração de sistemas informáticos em todo o mundo. “Não há dúvida de que estão a usar as capacidades de forma criativa”, refere Fergus Hanson, chefe do “International Cyber Policy Centre” do Instituto Australiano de Políticas Estratégicas.

Carros, férias e (muito) luxo. Os segredos do financiamento norte-coreano

Acredita-se que, com negócios ilícitos em que o regime de Kim Jong-un esta envolvido, o país consiga centenas de milhares de euros, que lhe permitem a à elite desfilar de Mercedes Benz, passear de iate reluzente ou beber os mais caros licores do mundo.
Recomendadas

ONU em São Tomé elogia autoridades após ataque a quartel e pede que país seja “bom aluno”

Em entrevista à Lusa, Eric Overvest declarou que o escritório da ONU em São Tomé e Príncipe acompanhou, ao longo do dia, os acontecimentos, junto das autoridades, na sequência do assalto, por quatro homens, ao quartel militar, que o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, classificou como “tentativa de golpe de Estado”.

PremiumJoe Biden arrisca teto para o preço do petróleo russo

A decisão não conseguiu consenso na União Europeia. Moscovo adverte que pode ser o primeiro passo para uma crise petrolífera sem precedentes. Com a Ucrânia às escuras e com frio, o Kremlin acha que a NATO já está a combater a Rússia.

Ex-ministro das Finanças do Luxemburgo vai liderar fundo de resgate da zona euro

Num comunicado hoje divulgado, o fundo de resgate do euro indica que “o Conselho de Governadores do Mecanismo Europeu de Estabilidade, que junta os 19 ministros das Finanças da moeda única, nomeou hoje o ex-ministro das finanças luxemburguês Pierre Gramegna para o cargo de diretor-executivo”, que ocupa a partir de 1 de dezembro.
Comentários