Autor
Diogo Goes, Professor do Ensino Superior e Diretor de Eventos
Artigos

Entre o voyeurismo da violência e a contrainformação: a “pornografia da morte” e o “erro do ocidente”

O voyeurismo televisivo da morte, primeiro sobre pandemia, e agora sobre a guerra, corrobora a ideia histórica, de que a instrumentalização das sociedades pelo medo, permite a manutenção de um qualquer sistema hegemónico.

Museus e Turismo na Madeira: entre o decadentismo identitário e a cativação de novos públicos

A inércia das tutelas e a falta de compromisso da decisão política expõe a ausência de uma visão estratégica integrada para os museus e põe em causa a formação cultural das próximas gerações e o nosso futuro coletivo.

Quando o real supera a ficção a democracia torna-se preguiçosa

A Educação é um dos mais poderosos instrumentos de emancipação social, imprescindível para a construção do processo democrático e para o pleno usufruto da Democracia, que queremos representativa, mais justa, mais inclusiva e mais solidária.

O discurso do Amor em tempos de “terrorismo político”

Uma democracia saudável exercita a crítica construtiva, quando outros escolhem a demagogia populista. Uma democracia saudável escolhe projetar um futuro, quando outros se demitem de assumir erros do passado. Uma democracia saudável apresenta propostas e discute-as com veemência, com Educação. Uma democracia saudável não semeia terrorismo político.

Os reis que passeiam nus

O poder local e autárquico, dado às suas especificidades e competências e à maior proximidade com os cidadãos são essenciais nessa tarefa de intervenção ou mediação das transformações sociais, económicas e políticas que acontecem nos territórios que habitamos.

Entre a cegueira e o lunatismo, a generosidade do futuro existe!

Um pouco por toda a Europa, a fragmentação partidária e a falta de compromisso político entre os principais partidos democráticos do sistema (do centro, progressistas e liberais) têm vindo a tornar quase inevitável a ascensão da extrema direita – na Itália, em Espanha e Portugal, berços dos fascismos –  ameaçando a formação de novos governos com forças extremistas e radicais.

Entre a Arquitetura e a Música: a reabilitação e as cidades criativas

Ora, se a música e a arquitetura estão relacionadas, então também o desenvolvimento das cidades está intimamente relacionado com tempo e ritmo, que as determinam. Os ritmos das cidades, não são mensuráveis pelo volume do edificado, mas pelos impactos sociais que inferem na vida quotidiana dos seus habitantes, no desenvolvimento do conforto e na melhoria da qualidade de vida.

Quais os desafios que a Cultura da Madeira enfrenta em 2021?

Recentes estudos sobre o património cultural português (2020) concluem que os portugueses são aqueles que, de entre os povos europeus, menos visitam os museus e menos conhecem o seu próprio património artístico e edificado e menos se mostram interessados na sua preservação (2017). Tal razão poderá ser reflexo do estado de domesticação cultural da nossa sociedade pós-moderna, que a pandemia veio acentuar.

O bem é o caminho, o lugar de encontro é a praça

As cidades contemporâneas, determinadas por uma economia do turismo, assistem, quase passivamente, à expansão urbana como resposta às necessidades de um modelo de desenvolvimento económico neoliberal, esgotado. Por outro lado, não reconhecem o direito à habitação, dos mais pobres e excluídos da sociedade.
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