Autodiagnóstico é caminho a seguir na hora de exportar

No arranque da sua internacionalização, as empresas têm de reagir às ameaças e riscos iniciais. “Equacionar antes de avançar” pode ser a chave do sucesso.

Kieran Doherty/Reuters

Conhecer os instrumentos disponíveis de apoio à exportação de produtos ou serviços é determinante para as empresas portuguesas que apostam no exterior. Para António Santos, administrador da Ceso, um dos participantes no workshop “Diagnóstico, como escolher o Mercado”,  que decorreu no Portugal Exportador, o primeiro passo “é o autodiagnóstico que permitirá à empresa perceber se tem condições para avançar com uma operação de internacionalização”.

Em seu entender, existem  três vertentes essenciais e que constam na análise da situação atual de uma empresa. Desde logo, o Capital Social e Humano – “a disponibilidade dos gestores é a primeira coisa a ser avaliada”, reforça o responsável.

Segue-se a orientação e capacidade de negociação internacional e perceção das variáveis ambientais. Outra variável a examinar, adianta ainda, é o volume de vendas: “perceber se, internamente, já explorámos todos os nossos mercados, se já temos excedente de capacidade de oferta estável, pois muitas vezes avançamos para a internacionalização porque o nosso mercado não está a ter os resultados desejados”.

Após a análise da situação atual da empresa, António Santos diz ser necessário averiguar se existe um real potencial de internacionalização. Neste ponto, o produto ou serviço é testado ao nível das características e atributos, destinatário, fatores de diferenciação e canais de distribuição. Para uma vantagem competitiva internacional, “é determinante entender o que distingue o produto da concorrência, através, por exemplo, da análise da flexibilidade de resposta, relação qualidade-preço ou inovação”, explica.

Sobre as barreiras e restrições de produtos, recomenda o estudo da regulamentação do mercado de destino, como condição obrigatória. Por fim, a tomada de decisão deverá permitir avaliar a solidez do plano e responder a questões cruciais como “Qual o mercado a apostar?” ou “Como adequar o nosso timing ao do cliente?”.

Recomendadas

Portugal Exportador: Iniciativa 100% digital “supera expectativas”

Pedro Braga, diretor-geral adjunto da Lisboa Feiras Congressos e Eventos, diz ao JE que as empresas portuguesas aderiram ao novo formato e contabiliza uns expressivos 1.425 participantes nas sessões e o agendamento de cerca de 500 reuniões.

Portugal Exportador reinventa-se com formato híbrido e aposta digital

Evento, que se realiza a 18 de novembro, adiciona formato digital à presença física, encurtada devido às normas de segurança da Covid.

Players do turismo não antecipam retoma do setor antes do segundo semestre de 2021

Recuperaçã do turismo deverá ser lenta, depois da queda abrupta daquele que foi a alavanca das exportações portuguesas nos últimos anos, consideraram especialistas do setor durante o painel “Turismo: Motor das exportações”, no evento Portugal Exportador, do qual o Jornal Económico é media partner. 
Comentários