Autoridades da China investigam General Motors

As autoridades antimonopólio da China estão a investigar o fabricante de automóveis norte-americano, numa altura de crescente tensão entre Pequim e Donald Trump, avança a imprensa chinesa.

Na edição de quarta-feira, o jornal “China Daily” noticiou que a China vai multar um construtor de automóveis dos EUA, devido a conduta monopolista. Uma punição será “em breve” anunciada contra uma empresa norte-americana por pedir aos distribuidores para concertarem os preços, escreveu o jornal, em notícia de primeira página.

O “China Daily” cita o diretor da agência chinesa encarregue de controlar os preços, parte da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, órgão máximo do planeamento económico. As autoridades chinesas costumam utilizar a imprensa estatal para expressarem posições assertivas, enquanto conservam uma imagem oficial mais neutra.

Questionado sobre a multa, na quarta-feira, o porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros Geng Shuang disse desconhecer os detalhes, acrescentando que a China acolhe as empresas norte-americanas, mas que estas têm de respeitar as regulações locais, diz a agência Lusa.

Um representante da General Motors, o maior fabricante de automóveis dos EUA, afirmou que a empresa “cumpre integralmente com as leis e regulações locais onde quer que opere” e rejeitou “comentar especulações da imprensa”.

A notícia surge depois de no domingo passado Trump ter afirmado que não entende por que motivo é preciso estar “amarrado à política ‘Uma só China'”, a menos que seja feito “um acordo com a China sobre outras coisas, incluindo no comércio”.

A China considera um insulto grave qualquer referência ao líder de Taiwan como “chefe de Estado”, visto que considera a ilha parte do seu território. Donald Trump já ameaçou por várias vezes taxar os produtos chineses em 45%.

Não seria a primeira vez que os reguladores chineses penalizam fabricantes de automóveis estrangeiros, depois de em 2014 terem multado em milhões de dólares empresas alemãs e japonesas, originando acusações de protecionismo.

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