Bagão, Freitas do Amaral, Louçã e Carvalho da Silva juntos em “apelo para resgatar a PT”

Personalidades como Bagão Félix, Francisco Louçã, Freitas do Amaral e Manuel Carvalho da Silva subscreveram ontem um “apelo para resgatar a PT”, em que exigem “das autoridades políticas e públicas uma atuação intensamente ativa” na empresa. “A gravidade da situação da PT é incompatível com silêncios, omissões ou acomodações. Está em causa o interesse nacional […]

Personalidades como Bagão Félix, Francisco Louçã, Freitas do Amaral e Manuel Carvalho da Silva subscreveram ontem um “apelo para resgatar a PT”, em que exigem “das autoridades políticas e públicas uma atuação intensamente ativa” na empresa.

“A gravidade da situação da PT é incompatível com silêncios, omissões ou acomodações. Está em causa o interesse nacional na sua mais genuína interpretação. Está em causa a prossecução do bem comum e a defesa estratégica da soberania nacional. Por isso, exige-se das autoridades políticas e públicas uma atuação intensamente ativa”, lê-se no documento a que a Lusa teve acesso.

Para os subscritores do apelo, “este problema não pode, pois, ser exclusivamente deixado à lógica estrita de mercado e de interesses particularistas” e “não pode ser tratado como se se tratasse de um assunto de quase rotina sujeito à lei mecânica da indiferença e da passividade”.

“Exige apuramento profundo e integral de responsabilidades e a salvaguarda de aspetos inalienáveis da nossa soberania. Portugal não pode ficar desarmado. Os órgãos de soberania devem interpretar fielmente a prossecução do bem comum que é pertença da nação”, argumentam no texto.

No apelo, os subscritores consideram que “as razões do descalabro e desmembramento da PT, no contexto da sociedade e da economia portuguesa, advêm, ao longo deste século, de graves erros, distorções, falta de visão estratégica nacional e diluição ética de diferentes níveis de decisão”.

“Importa, por isso, aprofundar as ilações a extrair desta situação”, declaram.

O texto é subscrito pelo antigo ministro das Finanças António Bagão Félix, pelo ex-ministro do governo de José Sócrates e antigo presidente do CDS, Diogo Freitas do Amaral, pelo professor e jurista Eduardo Paz Ferreira, pelo professor de Economia e antigo líder do BE, Francisco Louçã, a professora de literatura Isabel Allegro de Magalhães, pelo economista João Ferreira do Amaral, pelo antigo ministro do Equipamento de António Guterres João Cravinho.

Subscrevem igualmente o documento o historiador e antigo líder parlamentar do PSD José Pacheco Pereira, pelo presidente do Conselho Económico e Social, José Silva Peneda, pelo ex-líder da CGTP Manuel Carvalho da Silva, pela economista e deputada do BE Mariana Mortágua, pelo professor Pedro Adão e Silva, pelo economista Ricardo Cabral e pelo antigo ministro de Pinto Balsemão Ricardo Bayão Horta.

A Oi e a Portugal Telecom anunciaram a fusão dos seus ativos em outubro do ano passado. Este ano, no entanto, o acordo foi abalado após as notícias sobre a operação de compra de dívida da RioForte, ‘holding’ do Grupo Espírito Santo (GES), pela Portugal Telecom.

A polémica em torno da operação levou, no início do mês passado, à renúncia de Zeinal Bava, que ocupava a presidência da Oi desde junho de 2013.

A multinacional do sector das telecomunicações ‘Altice’, que detém a portuguesa Cabovisão, anunciou hoje que ofereceu 7.025 milhões de euros para a compra dos ativos PT fora de África.

Os sindicatos dos Trabalhadores do Grupo Portugal Telecom (STPT) e Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV) afirmaram na sexta-feira, em comunicado, que funcionários da operadora “estão a ser convidados a negociar a rescisão” do contrato de trabalho.

O PCP voltou ontem a exigir que o Estado recupere o controlo maioritário da PT, exigindo uma intervenção imediata para impedir “qualquer alteração da estrutura acionista da empresa”.

O BE exigiu também uma ação rápida do Governo para impedir a venda da PT a um “fundo abutre” como classificou a multinacional Altice, propondo a “apropriação pública” da empresa portuguesa.

OJE/Lusa

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