Banca da UE adiciona 2,3 biliões de euros aos seus ativos num ano apesar da geopolítica, diz estudo

Os bancos dos Estados-membros da União Europeia (UE) representavam, no terceiro trimestre de 2022, ativos no valor de 29,01 biliões de euros, representando um crescimento anual de 11,54%

Os dados são da britânica Finbold e revelam que o sector bancário europeu está a navegar num ambiente económico difícil, complicado por fatores geopolíticos, à medida que o medo de uma possível recessão se aproxima. Ainda assim, os bancos europeus parecem ter se adaptado bem às condições económicas para registar crescimento.

De acordo com dados da Finbold datados de 23 de janeiro, os bancos nos Estados-membros da União Europeia (UE) no terceiro trimestre de 2022 representavam ativos no valor de 29,01 biliões de euros, representando um crescimento anual de 11,54% ou de 2,29 biliões face aos 26,72 biliões registados no terceiro trimestre de 2021.

A Finbold lembra que o número de ativos registou uma queda acentuada entre 2019 e 2020 na sequência da pandemia. Durante o terceiro trimestre de 2020, os ativos do sector bancário da UE totalizaram 26 biliões de euros, uma queda de cerca de 15% em relação ao valor de 2019 de 31,75 biliões. No entanto, este período também coincidiu com uma fase em que os ativos detidos pelos bancos da Grã-Bretanha foram removidos do agregado da UE, portanto, o número do terceiro trimestre de 2020 é uma estimativa, diz a análise.

Embora os bancos estejam a crescer em ativos, a dinâmica será provavelmente afetada pelas preocupações prevalecentes com a recessão, juntamente com a continuação das tensões geopolíticas, diz a Finbold.

O estudo avança também que “o ambiente de taxas de juro elevadas pode ter influenciado positivamente os bancos, uma vez que pode ter contribuído para o aumento da rentabilidade. No entanto, isto pode levar a incumprimentos por parte dos mutuários. Nesta linha, os analistas têm sugerido que os bancos podem ser afetados”.

“Com a aceleração das preocupações com a recessão na maioria dos países europeus, os bancos podem estar a operar na incerteza. Ao mesmo tempo, com as tensões geopolíticas ainda a aumentar, só o tempo dirá como é que o espaço bancário será afetado”, conclui o estudo.

Recomendadas

MDS compra mediadora Pacific Insurance

A MDS comprou a Pacific Insurance e desta forma anexa 4 milhões de euros em prémios à sua carteira de seguros.

“Não vejo as fintech como uma grande ameaça à banca”. Veja a entrevista ao CEO da Nickel, Thomas Courtois

A Nickel quer abrir 2.500 balcões e alcançar 450 mil clientes em Portugal nos próximos cinco anos, mas o CEO da fintech francesa não se compromete a manter a anuidade de 20,80 para sempre. A crise na banca abriu a porta a novos players, mas coexistência é possível, diz em entrevista à JE TV.

Justiça suíça abre processo sobre fuga de informação no Credit Suisse

Em fevereiro de 2022 foram expostas mais de 18 mil contas do Credit Suisse que estarão ligadas a empresários sobre os quais recaem sanções ligadas à violação dos direitos humanos, e pessoas envolvidas em esquemas de fraude.
Comentários