PremiumBanca e Explorer em braço-de-ferro na venda de ativos do fundo Discovery

Os bancos têm procurado que a ECS, Oxy Capital, Explorer e Dunas vendam o mais depressa possível os ativos dos seus fundos de reestruturação, mas contratos de independência das gestoras jogam contra os bancos.

Os bancos querem que os fundos de reestruturação da ECS, Oxy Capital e da Explorer, de que são investidores, alterem os contratos iniciais de gestão para incentivar e acelerar as vendas de ativos. Isto numa altura em que a supervisão bancária pode forçar os bancos a mais imparidades nestes investimentos.
Atualmente os investimentos em unidades de participação dos fundos ponderam a 150% no rácio de capital dos bancos, mas há sinais de que o BCE poderá reforçar o seu peso nos ativos ponderados pelo risco (RWA).

Há mesmo quem fale em passar para 300%, mas não há confirmação. O que é certo é que, tal como no caso do malparado, a supervisão bancária quer que o bancos reduzam, o mais depressa possível, a exposição a estes fundos de reestruturação, que no passado foram muito úteis para retirar do balanço créditos incobráveis que estavam colaterizados por ativos.

Há cerca de quatro anos a sociedade gestora de fundos ECS, de António de Sousa, e a Oxy Capital, de Miguel Lucas, cederam aos pedidos dos bancos e alteraram os estatutos iniciais de forma a criar incentivos contratuais à venda dos ativos dos fundos e a desincentivar a manutenção dos ativos até à maturidade. As maturidades dos fundos de reestruturação são em regra muito longas. Nessa altura houve mudança nas regras de comissionamento e as comissões de gestão passaram a ser decrescentes ao longo da vida do fundo.

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