Banco mais antigo do mundo quer evitar nacionalização

Governo italiano está a preparar uma injeção de capital se a entidade fracassar na sua intenção de captar 5 mil milhões de euros nos mercados.

As ações do Monte dei Paschi começaram a semana a crescer 5,74% na Bolsa de Milão depois do banco mais antigo do mundo ter anunciado a sua intenção de ajustar-se aos termos do plano de recapitalização apresentado no passado mês de outubro no qual mostrou intenção de captar 5 mil milhões de euros para recapitalizar a entidade.

A decisão do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu de recusar a solicitação do banco italiano de uma prorrogação para levar a cabo a recapitalização fizeram disparar os sinais de alarme sobre uma iminente nacionalização do banco Monte dei Paschi.

A entidade italiana converteu-se, no passado dia 29 de julho, no sinal evidente dos testes de stresse aos quais foram submetidos os 51 grandes bancos europeus: o banco Monte dei Paschi foi a única entidade a suspender os exames da Autoridade Bancária Europeia uma vez que o seu rácio de capital básico CET1 situava-se nos 2,2%, o pior cenário previsto para 2018 ou de -2,4% no caso de se aplicar completamente os critérios de Basileia III.

Governo de Itália a postos

Por outro lado, o Governo italiano está preparado para injectar capital na entidade se esta fracassar no intento de captar nos mercados 5 mil mlhões de euros para a sua recapitalização, segundo indicou à Reuters uma fonte do Tesouro transalpino.

“No Ministério da Economia há confiança que o Monte dei Paschi tenha êxito. Se a operação fracassar, o Estado levaria uma recapitalização cautelar”, indicou à agência uma fonte do Tesouro que não se identificou. “A existência do banco e das poupanças dos clientes serão preservados em qualquer circunstância”, acrescentou.

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