Banco de Portugal: Centeno admite ter perfil para governador. E o lugar fica vago quando acabar mandato no Eurogrupo

Ministro admitiu na TSF que reúne as qualificações necessárias para dirigir o Banco de Portugal. Carlos Costa terá de ser substituído em 2020, na mesma altura em que Centeno termina mandato no Eurogrupo.

Cristina Bernardo

O ministro das Finanças rejeitou esta sexta-feira, na TSF, revelar quais as ambições profissionais que tem para quando acabar o mandato à frente do Eurogrupo, mas admitiu que tem o perfil necessário para ser governador do Banco de Portugal (BdP).

No programa Bloco Central, o ministro das Finanças foi questionado sobre um comentário de Marques Mendes, segundo o qual o ministro das Finanças estaria interessado no cargo de governador, quando sair do Eurogrupo.

Centeno começou por rejeitar especular sobre o seu futuro: “”Deus nos livre que tivéssemos que aprender sobre o nosso futuro pelo dr. Marques Mendes”, disse.

Mas, perante a insistência dos jornalistas, afirmou: “Se houver um perfil para ser governador do Banco de Portugal, é mais ou menos a mesma coisa que ser diretor-geral do FMI, do ponto de vista das qualificações. Não vejo onde é que pudesse estar aí uma dificuldade”.

O ministro já havia assumido que queria terminar o mandato como presidente do Eurogrupo, que acaba em junho de 2020. Isso implica que continue como ministro das Finanças português até essa data.

E é precisamente nessa altura que o atual governador terá de ser substituído. Carlos Costa foi reconduzido no cargo de governador em 2015, com tomada de posse no início de julho, e o mandato dos membros da administração do BdP é de cinco anos.

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