Banco de Portugal já enviou 16 dos 19 documentos pedidos pela comissão de inquérito ao BES

O Banco de Portugal (BdP) enviou até ao momento 16 dos 19 pontos de informação solicitados pelos deputados que integram a comissão de inquérito parlamentar à gestão do BES e do GES, informou hoje fonte oficial do supervisor. “Dos 19 documentos pedidos, 16 já foram respondidos, outro vai seguir ainda hoje, e ficam a faltar […]

O Banco de Portugal (BdP) enviou até ao momento 16 dos 19 pontos de informação solicitados pelos deputados que integram a comissão de inquérito parlamentar à gestão do BES e do GES, informou hoje fonte oficial do supervisor.

“Dos 19 documentos pedidos, 16 já foram respondidos, outro vai seguir ainda hoje, e ficam a faltar dois”, revela a fonte, à margem de uma reunião com jornalistas no BdP.

Um dos dois documentos que vai demorar mais tempo a chegar às mãos dos deputados é o relatório da auditoria forense tripartida ao Banco Espírito Santo (BES) conduzida pelo BdP, pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e pela Deloitte.

Apesar de o ‘trabalho de campo’ estar praticamente concluído, falta o relatório, pelo que a auditoria não está totalmente finalizada, sendo assim “impossível” o seu envio para o parlamento, sublinha fonte oficial da entidade liderada por Carlos Costa.

Quanto ao outro ponto de informação em falta, trata-se de um conjunto de documentos que inclui a correspondência trocada entre o BdP e outros reguladores no estrangeiro, entre os quais, o Banco Nacional de Angola.

O supervisor português já pediu autorização aos seus congéneres no estrangeiro para enviar estas informações para a comissão de inquérito, aguardando agora a necessária ‘luz verde’.

Segundo fonte oficial, o BdP “não invocou o sigilo bancário” sobre nenhuma documentação pedida pelos deputados.

Hoje, os partidos fazem um “ponto de situação” dos trabalhos da comissão de inquérito parlamentar à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo (GES), que arranca na segunda-feira.

O PCP, pelo deputado coordenador Miguel Tiago, pediu na terça-feira ao presidente da comissão, Fernando Negrão, uma reunião da mesa e dos coordenadores “com caráter de urgência”, para agilizar calendários.

“Julgamos ser necessário ponderar sobre as condições atuais [dos trabalhos], dada a falta de documentação, bem como a proximidade das primeiras audições confirmadas pelo presidente [da comissão]”, diz o PCP, num requerimento a que a agência Lusa teve acesso, advogando ser necessário consultar com o “tempo devido a documentação solicitada” pela comissão junto das diferentes entidades.

A comissão de inquérito parlamentar à gestão do BES e do GES foi proposta pelo PCP e aprovada por unanimidade dos partidos.

A primeira audição está agendada para a próxima segunda-feira e, no total, serão ouvidas cerca de 130 personalidades, por entre figuras da política, das empresas, e elementos da família Espírito Santo.

OJE/Lusa

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