Banco do BCP na Polónia constitui mais provisões para créditos em francos suíços

O Bank Millenium reforçou novamente as provisões em cerca de 447 milhões de zlotys (perto de 92 milhões de euros) devido aos créditos hipotecários em francos suíços.

O Bank Millennium, detido em 50,1% pela instituição financeira liderada por Miguel Maya, constituiu mais 447 milhões de zlotys (perto de 92 milhões de euros) em provisões devido aos créditos hipotecários em francos suíços, um caso que ficou conhecido como “Frankowicze”. O banco estima ainda resultados negativos no terceiro trimestre.

A informação é avançada esta sexta-feira num comunicado enviado pelo BCP à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Com este reforço, “as provisões alcançavam perto de 5,27 mil milhões de zlotys no final de setembro (cerca de 1,08 mil milhões de euros)”.

“O terceiro trimestre foi o sexto trimestre consecutivo em que o número de acordos amigáveis ultrapassou a fasquia dos 2.000 e foi superior ao número de novos processos contra o banco”, adianta a instituição financeira, detalhando que o “custo dos acordos foi mais elevado no segundo trimestre devido ao efeito cambial e das taxas de juro”.

Como resultado destas provisões, “o grupo vai apresentar um resultado líquido negativo no terceiro trimestre”, refere o comunicado. O mesmo documento adianta ainda que foram ainda colocados de parte 51 milhões de zlotys (cerca de 10,5 milhões de euros) devido a riscos legais relacionados com o Euro Bank, “mas sem impacto nos resultados”.

O Bank Millennium vai apresentar os resultados a 24 de outubro.

Recomendadas

BPI eleito “Banco do Ano 2022” pela revista The Banker

“O BPI tem a liquidez e o capital para continuar a apoiar a economia, a transição para a descarbonização, sem nunca esquecer o nosso compromisso com a banca responsável, num ambiente económico que requer um apoio especial aos mais vulneráveis”, refere o CEO.

Rauva diz mais de 5.000 trabalhadores independentes e empresas estão descontentes com o processo de abertura de contas

O mesmo estudo revela que “dois em cada três dos inquiridos afirmam que não é fácil abrir uma conta bancária em Portugal e cerca de metade espera mais do que um dia para a conta estar disponível”.

Sindicatos põem bancos a negociar com Governo a inclusão dos reformados no “pacote” para mitigar inflação

“Os bancos concordaram com a viabilidade da sugestão dos sindicatos, tendo-se comprometido a apresentá-la ao Governo”, avançam as estruturas sindicais da UGT.
Comentários