Banco Montepio vende antigo Quartel de Sacavém

A venda irá impactar positivamente a exposição do Grupo Banco Montepio a ativos imobiliários, “essencialmente provenientes de dação ou arrematação judicial no âmbito de processos de recuperação de crédito”, refere o banco. O valor da venda e o comprador não foram divulgados.

O Banco Montepio, no âmbito da sua estratégia de desalavancagem de ativos imobiliários “não afetos à exploração”, alienou o seu maior ativo singular e mais significativo, o antigo Quartel de Sacavém, revela o banco liderado por Pedro Leitão.

A venda irá impactar positivamente a exposição do Grupo Banco Montepio a ativos imobiliários, “essencialmente provenientes de dação ou arrematação judicial no âmbito de processos de recuperação de crédito”, refere o banco.

O banco não divulgou nem o valor da venda do imóvel, nem o comprador. O impacto nos números do Banco Montepio também não foram avançados.

A evolução da exposição evidencia uma diminuição de 18,1% em 31 de dezembro de 2021 face ao final de 2020, ao evoluir de 693 milhões de euros em 31 de dezembro de 2020 para 568 milhões de euros em 31 de dezembro de 2021, “em linha com a orientação de gestão integrada de imóveis e a consequente redução da exposição a este setor de atividade”, segundo a instituição.

O imóvel situado junto à Igreja de Sacavém, na Praça da República, numa zona consolidada, integra uma área de mais de 10 hectares, onde se destaca um Convento quinhentista, com um notável claustro e exemplares únicos de azulejaria do século XVI, e permite ainda a construção de uma área bruta de 134.500 m2, estando prevista uma área acima do solo de 92.500 m2 que integrará 700 fogos de habitação, de acordo com dados divulgados pelo Banco Montepio.

O banco diz que esta transação “promoverá a revitalização da malha urbana do centro da Cidade de Sacavém, concelho de Loures, criando novas oportunidades de habitação, desenvolvimento de novas atividades e negócios”.

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