Banco Popular da China pede aos bancos para suportarem a moeda chinesa nos mercados internacionais

A China pediu aos seus bancos que se preparem para socorrer o yuan, face à crescente agitação provocada pela valorização do dólar face ao yuan, face ao euro e face à libra, avança o El Economista.

A China pediu aos seus bancos que se preparem para socorrer o yuan, face à crescente agitação provocada pela valorização do dólar face ao yuan, face ao euro e face à libra.

O El Economista diz que a próxima recessão aproxima-se, a inflação continua implacável e os bancos centrais continuam a subir as taxas. Este ambiente turbulento está a provocar fluxos maciços de capital para o dólar, a moeda refúgio em tempos atribulados.

O problema é que esta força do dólar, por sua vez, exacerba as saídas de capital das próprias economias vulneráveis.

O Banco Popular da China (PBoC) pediu aos bancos estatais do país que se preparassem para vir em socorro do yuan nos mercados internacionais (yuan offshore que circula fora do mercado chinês). A taxa de câmbio do yuan offshore caiu 12% em relação ao dólar este ano, e até agora, sendo que a pressão continua a aumentar. Embora existam algumas diferenças, a taxa de câmbio do yuan offshore tem uma influência significativa sobre o yuan onshore ou doméstico, revela o El Economista.

O banco central chinês pediu aos bancos com presença no exterior, incluindo Hong Kong, Nova Iorque e Londres, que se preparem para vender reservas em dólar e euros em troca de yuans.

O Banco do Japão abriu a caixa de Pandora na quinta-feira passada, e interveio no câmbio pela 1ª vez em 24 anos para conter queda da moeda, comprando ienes pela primeira vez desde 1998, na tentativa de fortalecer a moeda.

Ontem foi a vez do Banco de Inglaterra com um anúncio inesperado. Em resposta à queda da libra face ao dólar e principalmente à escalada das taxas de juro da dívida que se seguiu ao anúncio das medidas económicas do novo Governo, o Banco de Inglaterra viu-se nesta quarta-feira forçado a intervir nos mercados. “O banco vai efetuar compras de obrigações governamentais de longo prazo” a partir de hoje, afirmou o Banco de Inglaterra em comunicado, no qual detalha que a “operação será inteiramente financiada pelo Tesouro”.

 

 

 

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