Lucros do Bankinter subiram 28% para 560 milhões de euros em 2022

A sucursal Bankinter Portugal apresenta resultados antes de impostos de 78 milhões de euros, mais 54% do que em 2021.

O Grupo Bankinter regista resultados de 560 milhões de euros em 2022, mais 28%, e antecipa o resultado previsto para 2023.

A sucursal Bankinter Portugal apresenta resultados antes de impostos de 78 milhões de euros, mais 54% do que em 2021.

“Nos vários países em que o Bankinter opera, o resultado pode definir-se como muito positivo. Este é o caso de Portugal, onde o volume de negócio gerido não deixou de crescer desde a chegada do banco ao país”, revela o banco espanhol.

“A conta de resultados do Bankinter Portugal obtém em 2022 indicadores muito relevantes, com base num crescimento da margem de juros de 35%, 25% da margem bruta e 47% da margem antes de provisões. Tudo isto se traduz num resultado antes de impostos de 78 milhões de euros, 54% superior ao de 2021”, detalha o Bankinter.

Somando os recursos de balanço, recursos fora de balanço e o crédito, o Bankinter Portugal alcança os 18.200 milhões de euros de volume de negócio, face aos 11.400 milhões de euros de 2017.

No que se refere a 2022, o crédito cresceu 15% para 8.000 milhões de euros e os recursos de clientes subiram 9% para os 6.400 milhões de euros.

O grupo espanhol revela que as rubricas da conta de resultados registam “fortes crescimentos, que refletem a boa evolução do negócio com clientes”. A margem de juros cresce 20,1%; a margem bruta sobe 12,3%; e a margem de exploração antes de provisões aumenta 16,4%.

A rentabilidade dos capitais próprios, ROE, alcança os 12%, acima dos 9,6% um ano antes (com o ROTE nos 12,7%), assim como o rácio de capital CET1 fully loaded que sobe até aos 12%, muito acima do requisito mínimo que o BCE estabeleceu para o Bankinter para 2023, que é de 7,726%, o mesmo que no ano anterior.

A morosidade do crédito (NPL)  situa-se nos 2,10%, sendo uma das mais baixas do setor. Apesar da conjuntura económica o rácio de NPL reduz face aos 2,24% de há um ano e com uma cobertura fortalecida que chega aos 66,3% face aos 63,6% de dezembro de 2021.

Do lado do custos operacionais verifica-se que crescem 7,6% “devido a maiores investimentos em novos projetos e ao aumento da retribuição da equipa para dar suporte aos mesmos, e com custos regulatórios que somam 140 milhões de euros em 2022, face aos 124 milhões de euros do ano anterior, e que representam 7% da margem bruta”.

O rácio de eficiência melhora até aos 44%, ou 40,5% só na atividade em Espanha. “Todos estes valores se mantêm entre os melhores do setor a nível europeu”, diz o banco liderado por Dolores Dancausa.

No que se refere à liquidez, o Bankinter mantém um gap comercial negativo, ao dispor de um volume de depósitos superior ao de créditos, de 102,8%, destacando o facto de a instituição não contar para este ano com vencimentos de emissões de dívida.

No balanço a carteira de crédito a clientes cresce 9,1%, a um ritmo superior à média do setor, “refletindo a dinâmica comercial do banco e o apoio às famílias e empresas numa conjuntura complexa”.

O banco ultrapassa com resultados recorrentes os resultados anteriores à pandemia e à separação da seguradora Línea Directa.

Relativamente ao Bankinter Consumer Financer, a filial do banco onde se consolidam os dados da Irlanda, o desempenho em 2022 foi igualmente positivo, refere o banco em comunicado. A carteira de crédito soma já 5.500 milhões de euros, dos quais 1.600 milhões de euros são hipotecas na Irlanda e o resto, negócio de consumo, sendo 2.600 milhões de euros em empréstimos e no negócio de cartões nas suas diversas modalidades.

“Quanto ao espanhol EVO Banco, os dados de crédito mostram que a nova estratégia seguida pela filial está a encontrar aceitação por parte dos clientes digitais. As novas hipotecas contratadas em 2022 ascenderam 984 milhões de euros, mais 35% do que em 2021, sendo 98% das quais a taxa fixa graças a uma das ofertas mais competitivas do mercado”.

A carteira de crédito deste banco soma já 2.700 milhões de euros, com um crescimento em 2022 de 45%. A margem bruta deste negócio ascendeu em 2022 a 37 milhões de euros, 55% superior à de 2021.

O Bankinter continuou a avançar o seu processo de descarbonização da carteira de Empresas e com a previsão de incorporar a carteira hipotecária neste roteiro de descarbonização.

“Por sua vez, o negócio sustentável manteve um ritmo ascendente, com números destacados, como os mais de 1.600 milhões de euros em financiamento sustentável a empresas ou o incremento nos fundos de investimento e planos de pensões ASG próprios, que pela primeira vez superam os 1.000 milhões de euros”, revela.

No que se refere ao âmbito Social e de Governo Corporativo, “destacam-se os dados de acessibilidade digital nos sites e app do banco, o compromisso com o emprego e o pleno cumprimento das recomendações de Bom Governo”.

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