BBVA abre a porta a novas aquisições dentro e fora de Espanha

“O BBVA está aberto à exploração de potenciais aquisições de bancos”, disse Onur Genç, durante a sua participação na conferência financeira organizada pelo Bank of America nesta quarta-feira em Londres, citado pelo Expansión.

O CEO do BBVA, Onur Genç, admitiu durante uma conferência organizada pelo Bank of America que o banco espanhol poderá fazer novas “adições” à carteira dos países em que está presente. A notícia foi avançada pelo Expansión.

“O BBVA está aberto à exploração de potenciais aquisições de bancos”, disse Genç, durante a sua participação na conferência financeira desta quarta-feira.

Recorde-se que o BBVA está em Portugal com uma sucursal desde 19 de outubro de 2018, sendo de momento liderada por Luís Castro e Almeida.

O Presidente do BBVA e COO (Chief Operating Officer), salientou ainda aos investidores o historial do banco na geração de valor para os acionistas e as suas vantagens competitivas, defendendo ao mesmo tempo que está numa “boa posição” para atingir as metas estabelecidas para 2024 no seu Dia do Investidor.

Entre as metas do banco está uma rendabilidade medida pelo ROTE de 14%. O BBVA destaca também as boas perspetivas de criação de valor para o acionista, com um dividend yield de 6,3% (a partir de 16 de setembro).

O banco também reitera a melhoria nas perspetivas de negócios para 2022 em dois de seus principais mercados, México e Espanha. “Assim, prevê que em Espanha o crédito cresça abaixo de um dígito ao longo do ano e que a margem de juros aumente cerca de 5%. No México, o crescimento esperado da carteira de crédito em 2022 é de dois dígitos e prevê-se que a margem crescerá cerca de 20%”, assegura o BBVA citado pelo Bolsamania.

Falando na conferência em Londres, Genç passou ainda a mensagem de que poderá fundir-se com o seu rival espanhol Banco Sabadell. “Pode haver fusões à escala local”, disse. “Anteriormente [em 2020] tentámos uma fusão com o Banco Sabadell, precisamente  porque achamos que o crescimento de escala em Espanha é fundamental. Na banca de retalho o nosso negócio é escala. Se um banco de retalho não é um dos líderes no mercado, não tem muitas hipóteses”, referiu.

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