BBVA atinge resultados recorde de 1.651 milhões no primeiro trimestre

O BBVA atingiu uma rentabilidade dos capitais próprios (ROE) de 15,1% e dos recursos tangíveis (RoTE) de 15,9% e o banco diz que tal o posiciona “como líder no seu grupo de pares europeus” nesta rubrica.

A época de resultados da banca espanhola está a ser positiva. O BBVA atingiu resultados recorde no primeiro trimestre de 1.651 milhões de euros, o que traduz uma subida de 36,4%, devido ao aumento das receitas e à redução de 20,1% nas provisões.

Com esta evolução, o BBVA atingiu uma rentabilidade dos capitais próprios (ROE) de 15,1% e dos recursos tangíveis (RoTE) de 15,9% e o banco diz que tal o posiciona “como líder no seu grupo de pares europeus” nesta rubrica. O BBVA mantém uma sólida posição de capital, com um rácio CET1 ‘ fully loaded’ de 12,70%.

O BBVA deve a subida dos resultados do primeiro trimestre ao crescimento das receitas, impulsionado pelo dinamismo do actividade (+10,6%), e a melhoria dos indicadores de risco. Entre janeiro e março de 2022, o Grupo registou a maior margem líquida e o maior lucro recorrente da sua história. Da mesma forma, experimentou um extraordinário progresso na execução de sua estratégia com um trimestre recorde na captação de novos clientes e na canalização de financiamento sustentável. O rácio de eficiência melhorou para 40,7%, apesar do aumento da rubrica de custos. O banco regista uma diminuição ou melhoria deste rácio de 528 pontos base face ao final de 2021, impulsionado pela receita e pelos negócios.

O CEO do banco, Onur Genç, sublinhou a “boa dinâmica em todas as unidades de negócio” e a melhoria dos indicadores de risco. “Destaca-se a notável melhoria de rentabilidade e eficiência, que nos coloca à frente dos nossos concorrentes europeus”, acrescentou, reiterando que estes números reafirmam a “confiança na concretização dos objetivos que estabelecemos para 2024”.

A margem financeira cresceu 20,5%, a margem bruta cresceu 15,2% e a margem líquida 23,7%. A contribuição de receitas de comissões cresceu 9,5% e a rubrica de custos avançou 4,8%. As provisões para imparidade de ativos foram reduzidas em 20,1% e consumiram 738 milhões de euros.

O rácio de crédito em incumprimento, por sua vez, caiu de 4,1 para 3,9%, enquanto a cobertura por imparidades é de 76%.

O rácio de capital de qualidade máxima, CET1, na versão fully loaded, ficou em 12,70%, acima da meta de 11,5%-12% e do mínimo regulatório exigido de 8,6%.

No trimestre, o banco capturou um número recorde de 2,4 milhões de novos clientes face aos 1,9 milhão captados no mesmo período de 2021 e 2020, e 57% dos clientes o banco usam canais digitais. Em termos de negócios e com valores a taxas constantes, a carteira bruta de crédito aumentou 5% em relação a dezembro passado, e os recursos de clientes aumentaram 2,2%.

 

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Esta redução de 50,7%, segundo o grupo, “é influenciada pelos resultados, não recorrentes, obtidos no 1º trimestre de 2021, relacionados com “ganhos líquidos com operações financeiras e com juros retroactivos, referentes a 2020, recebidos no âmbito do programa de financiamento do BCE – TLTRO III”. O ROE do Grupo CA fixou-se em 7,1% em março.
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