O Banco Central Europeu (BCE) deu luz verde esta segunda-feira à compra do Banco Caixa Geral em Espanha pelo Abanca.
Segundo a Caixa Geral de Depósitos, a venda do Banco Caixa Geral terá um impacto positivo de 135 milhões no resultado líquido do primeiro semestre deste ano, com os lucros a subirem para 417,5 milhões, explicou o banco público em comunicado divulgado na CMVM.
“Considerando as informações atualmente disponíveis, o impacto estimado na valorização desta participação com referência a 30 de junho de 2019 é positivo em 135 milhões de euros no resultado líquido do período e nos capitais próprios consolidados da CGD, decorrente do ajustamento, ao valor da venda, das imparidades registadas nas contas da CGD no final de 2017. Deste modo, o resultado líquido com referência a 30 de junho de 2019 será de 417,5 milhões de euros. Neste cenário o rácio CET1 passa de 14,8% para 15,1% (fully loaded, incluindo o resultado líquido do primeiro semestre)”, lê-se na nota.
Em comunicado enviado às redações, o Abanca esclareceu que a autorização do BCE ao negócio “é o último requisito para que se possa terminar a aquisição, que será encerrada formalmente nas próximas semanas com a assinatura do contrato de compra e venda”.
O Abanca prevê ainda que a “integração informática, jurídica e financeira das duas entidades seja uma realidade no primeiro trimestre de 2020”.
Após a integração do Banco Caixa Geral, a entidade através da qual a CGD atuava em Espanha, o Abanca tornar-se-á no sétimo maior banco espanhol em termos de património sob gestão e o oitavo em volume de ativos.
Além disso, o Abanca terá um volume de negócios de de sete mil milhões de euros e 131 mil clientes em Espanha, assim como 110 agências.
(notícia atualizada às 17h37 com as informações comunicadas pela Caixa Geral de Depósitos)
