BCE exigiu ao Bankinter um rácio de capital de 6,5%, mas o banco tem 11,89%

O BCE estipula um rácio de fundos próprios para cada banco em função da carteira de risco dos activos.

Andrea Comas/Reuters

O espanhol Bankinter excede largamente os requisitos mínimos de capital exigidos pelo Banco Central Europeu (BCE), com o rácio de capital ‘Common Equity Tier 1’ (CET1) a fixar-se nos 11,89% no final de setembro, quase o dobro do exigido pelo regulador.

O banco espanhol informou, em comunicado, que após o exercício de revisão da supervisão e avaliação (SREP) realizada pelo supervisor europeu, “o Conselho do BCE informou o Bankinter que deve ter um rácio mínimo de capital CET1 phased-in de 6,5%”, adiantando que esse nível é o mais baixo da banca espanhola.

“Em comparação com o nível exigido, o Bankinter encerrou setembro com um rácio de capital CET 1 de 11,89%, que é quase seis pontos a mais do que o exigido pelo supervisor bancário europeu,” sublinhou.

Adiantou que, quanto ao rácio de capital total, a exigência do BCE situa-se em 10,0%, também em termos phased-in, enquanto o Bankinter tinha um rácio de 12,88% em 30 de setembro.

O BCE exige a cada banco um rácio de capital ‘Common Equity Tier 1’ específico em função do risco dos seus activos, e o cumprimento desses rácios evita limitações ao pagamento de dividendos.

O Bankinter salientou que os seus rácios “mostram a forte posição de solvência e qualidade dos activos detidos pelo banco, acima de seus pares a nível espanhol e europeu”. Explicou que o banco “avaliou positivamente o fato de que esses índices são publicados, uma vez que envolve um exercício de transparência”.

Relacionadas

Bankinter expande Fundação Inovação para Portugal

O projeto ‘Empreendedores’ é um dos quatro programas da Fundação Inovação e tem um fundo para investimento em startups.
Recomendadas

“Angola representa uma oportunidade para os nossos acionistas”, afirma CEO do Access Bank

“Angola representa uma oportunidade para os nossos acionistas participarem no que acreditamos que irá gerar um valor mais forte à medida que África vai emergindo”, explicou Herbert Wigwe, CEO da Access Holding Pics, numa entrevista exclusiva para a Forbes África Lusófona.

Montepio vende Finibanco Angola a grupo da Nigéria

O Acess Bank é uma entidade detida a 100% pela Access Holdings Plc (Access Corporation), um banco comercial que opera através de uma rede de mais de 700 balcões e pontos de atendimento, abrangendo 3 continentes, 17 mercados e 45 milhões de clientes, segundo o Montepio. Valor não foi divulgado.

Lucros do Banco de Fomento sobem 135% para 22,9 milhões de euros em 2021

“Este aumento explica-se, essencialmente, pelo crescimento do produto bancário que passou de 31,89 milhões de euros, em 2020 para 44,69 milhões de euros no ano em análise”, ou seja, subiu 40%.
Comentários