BCE incrementou programa de ativos mas… foi mais suave

Todos esperavam mais. Ainda assim, o Banco Central Europeu interveio, nesta quinta-feira, com um corte da taxa diretora para menos 0,3%, quando se esperava um corte para menos 0,4%.


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O BCE agiu mas menos do que o mercado esperava, cortando a taxa de depósito para os 0,3%  negativos quando alguns participantes aguardavam 0,4% negativos. Anteriormente, a taxa situava-se nos menos 0,2%, comentou Steven Santos, gestor do BIG.

Apesar da desilusão inicial, o BCE incrementou o programa de compra de ativos, prolongando-o de setembro de 2016 para março de 2017 ou até mais, incluindo títulos de dívida regional e local e comprometendo-se a reinvestir os montantes agora aplicados em dívida para aumentar as condições de liquidez. Assim, a liquidez abundante irá manter-se a tónica dominante na Zona Euro, apesar de o BCE ter ido menos longe do que pretendia.

Draghi sublinhou que o programa de compras é flexível, podendo ser ajustado no futuro, o que abre a porta à compra de ativos com mais risco, como o crédito empresarial.

Devido à retórica recente do BCE, à inflação persistentemente baixa, à queda generalizada das matérias-primas e aos riscos para a atividade económica resultantes dos ataques terroristas em Paris, o mercado esperava medidas muito mais ambiciosas.

Depois de ter caído 8% nas últimas seis semanas, o euro/dólar estava muito vulnerável a medidas menos agressivas do que anticipado, o que desencadeou um “short squeeze”, comentou o mesmo gestor. Em reação, o euro reagiu em alta, as obrigações públicas desvalorizaram e os índices acionistas foram muito pressionados em baixa. As obrigações espanholas a 10 anos, por exemplo, estão a subir 18 pontos base e o DAX 30, mais sensível ao euro devido ao peso importante das exportadoras, cai mais de 3%.

Draghi mostrou-se otimista para a subida da inflação em 2016 e 2017, contando com o apoio dos preços baixos do petróleo, embora tenha revisto as previsões em baixa.

OJE

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