BCE poderá substituir gestores de bancos

Capital, liquidez e gestão interna são outras variáveis que estarão sob vigilância

O descalabro do Lehman Brothers em 2008 despertou da letargia os líderes dos países mais importantes do planeta, que perceberam a necessidade de ferramentas para desmantelar grandes entidades entidades inviáveis sem que arrastem na queda o restante sistema financeiro.

Baseando-se nos standards encarregados pelo G-20 através do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB), a Europa construiu uma nova arquitetura institucional para resolver as crises bancárias sem endossar o custo ao contribuinte e dando amplos poderes ao Banco Central Europeu (BCE).

Na sua qualidade de supervisor único da Eurozona, o BCE poderá substituir os administradores e diretores dos 123 bancos sob vigilância direta por uma deterioração da sua posição financeira devido a graves problemas de rentabilidade, capital, liquidez ou gestão interna, ou se considera que a sua viabilidade está em perigo.

A designação da nova administração temporária e a imposição de mudanças na estratégia empresarial figuram entre as novas ferramentas do supervisor para reconduzir as dificuldades de um banco antes que o convertam como inviável.
OJE
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