BCE termina este mês alívio de liquidez da banca adotado em março de 2020

Num comunicado hoje divulgado, o BCE afirma que “em março de 2020 encorajou os bancos a utilizar os seus amortecedores de liquidez para apoiar a economia” e também lhes permitiu “operar com um rácio de cobertura de liquidez inferior a 100% até pelo menos ao final de 2021 para lhes dar tempo suficiente para repor esses amortecedores”.

O Banco Central Europeu (BCE) vai retirar em 31 de dezembro as medidas de alívio da liquidez, implementadas em março de 2020 devido à pandemia, que permitem aos bancos operar com um rácio de cobertura de liquidez inferior a 100%.

Num comunicado hoje divulgado, o BCE afirma que “em março de 2020 encorajou os bancos a utilizar os seus amortecedores de liquidez para apoiar a economia” e também lhes permitiu “operar com um rácio de cobertura de liquidez inferior a 100% até pelo menos ao final de 2021 para lhes dar tempo suficiente para repor esses amortecedores”.

O BCE permitiu então que os bancos utilizassem plenamente os amortecedores de capital e liquidez, incluindo o capital da recomendação do Pilar 2, que é o capital exigido a cada banco de acordo com os seus riscos específicos.

O rácio de cobertura de liquidez de um banco é a relação entre o amortecedor de ativos líquidos de alta qualidade e as saídas de caixa que pode ter de enfrentar durante um período de problemas de liquidez de 30 dias.

Em tempos normais, os bancos devem manter um rácio de cobertura de liquidez superior a 100% para que possam utilizar esse amortecedor em tempos de problemas de liquidez, segundo o BCE.

O BCE espera agora que todos os bancos mantenham um rácio de cobertura de liquidez superior a 100% a partir de 1 de janeiro de 2022.

O rácio de cobertura da liquidez agregada dos bancos supervisionados diretamente pelo BCE é atualmente de 170%, contra 140% antes da pandemia.

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