BCP lidera ganhos no PSI20

O principal índice da bolsa de Lisboa, o PSI20, encerrou hoje a valorizar 0,41% para 5.178,74 pontos, em linha com a Europa, com os títulos do BCP em destaque, ao avançarem 4%. Entre as 18 cotadas que compõem o PSI20, dez valorizaram, sete perderam valor e uma fechou inalterada (a Portucel, nos 2,77 euros). O […]

O principal índice da bolsa de Lisboa, o PSI20, encerrou hoje a valorizar 0,41% para 5.178,74 pontos, em linha com a Europa, com os títulos do BCP em destaque, ao avançarem 4%.

Entre as 18 cotadas que compõem o PSI20, dez valorizaram, sete perderam valor e uma fechou inalterada (a Portucel, nos 2,77 euros).

O setor financeiro destacou-se pela positiva, acabando por beneficiar a praça portuguesa: o BCP avançou 4% para 0,078 euros, o BPI valorizou 1,65% para 1,42 euros e o Banif subiu 1,54% para 0,006 euros.

Entre as cotadas que mais apreciaram, de destacar a Portugal Telecom SGPS, com uma subida de quase 4% para 1,44 euros, no dia em que a Terra Peregrin, da empresária angolana Isabel dos Santos, anunciou que retirou as condições estipuladas na oferta para compra da empresa que a operadora brasileira Oi tinha considerado de “inaceitáveis”.

A Mota-Engil subiu 3,84% para 3,94 euros e a Teixeira Duarte valorizou 2,05% para 0,74 euros.

Também a Impresa ganhou 1,48% para 0,89 euros e a Sone apreciou 0,85% para 1,07 euros.

Na energia, a REN valorizou 0,49% para 2,44 euros, ao passo que a EDP Renováveis avançou 0,39% para 5,14 euros. Ao contrário, a EDP recuou 0,06% para 3,22 euros. Os títulos da Galp perderam 0,98% para 11,09 euros.

No retalho, as ações da Jerónimo Martins desvalorizaram 0,36% para 8,53 euros.

A NOS cedeu 0,33% para 4,60 euros, a Semapa perdeu 0,28% para 9,17 euros e os CTT caíram 0,26% para 7,43 euros. A Altri deslizou 0,09% para 2,26 euros.

Na Europa, o dia foi positivo em todas as praças de referência, com ganhos que oscilaram entre os 1,59% de Madrid (IBEX) e os 0,26% da Londres (FTSE). As palavras do presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi reavivaram o otimismo dos mercados, permitindo uma recuperação das bolsas.

Numa audição perante o Parlamento Europeu, o responsável disse que se mantém a perspetiva da instituição de uma “recuperação moderada” na zona euro em 2015 e 2016, apesar de a perspetiva económica se ter deteriorado no verão.

Draghi garantiu ainda que está confiante de que as medidas até agora tomadas pelo BCE serão suficientes, mas voltou a afirmar que, se não o forem, e se as perspetivas de inflação piorarem, o Conselho de Governadores “pode tomar medidas não convencionais adicionais”.

OJE/Lusa

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