BCP lidera perdas da bolsa. Maré negativa na Europa com fracos dados económicos

Maré negativa nas bolsas europeias com fracos dados económicos. Em Lisboa as ações que mais caíram foram, a par com as da Pharol (-2,32%), e com as da Semapa (-2,25%), as ações do BCP (-2,03% para 0,2408 euros). Os analistas destacam uma underperformance relativamente ao setor bancário na Europa.

Sessão europeia marcada por fracos indicadores macroeconómicos justifica a queda dos índices das principais praças europeias. O PSI 20 não escapou às perdas, e fechou a cair 0,60% para 4.794,3 pontos.

As ações que mais caíram foram, a par com as da Pharol (-2,32%), e com as da Semapa (-2,25% para 13,020 euros), as ações do BCP (-2,03% para 0,2408 euros). Os analistas destacam uma underperformance relativamente ao respetivo setor na Europa.

Os títulos da Sonae desceram -1,86% para 0,817 euros.

As subidas foram mais ligeiras. Por exemplo a Galp Energia ganhou 0,32% para os 14.160 euros, depois de ter comunicado que prevê investir 45,2 milhões de euros na refinaria de Sines até 2023, com o objetivo de a tornar numa das mais eficientes da Europa em ambiente e eficiência energética. Entre 2013 e 2017 o investimento na infraestrutura nesta área da ecoeficiência atingiu os 42,5 milhões.

CTT (+0,57%); REN (+0,24%); EDP (+0,23%); Sonae Capital (+0,67%); Mota (+0,13%) e Jerónimo Martins (+0,19%) foram os outros títulos em alta numa sessão negativa.

O ambiente negativo que se vive na Europa, perante os fracos dados macroeconómicos divulgados para a China e Zona Euro, justificam as perdas nas bolsas europeias.

O EuroStoxx 50 valorizou 0,65% para 3.092 pontos. Ao passo que a Dax caiu 0,54% para 10.865,8 pontos; e o CAC 40 desceu -0.88% 4.853,7 pontos. O italiano FTSE MIB caiu 0,72% e o espanhol IBEX também em queda de 0,45% para 8.886,1 pontos.

O FTSE 100 de Londres deslizou 0,47% para 6.845,17 pontos.

Na Zona Euro os indicadores preliminares de atividade nos serviços e indústria sinalizaram novo abrandamento. O maior destaque vai aqui para França, com os “coletes amarelos” a funcionarem como um travão económico, segundo a análise do analista da Mtrader Ramiro Loureiro. “Neste contexto, os setores cíclicos eram os mais pressionados. Nos Automóveis, as vendas na União Europeia para o mês de novembro agravam a trajetória negativa e funcionam como fator de pressão”, diz o analista do Grupo BCP.

O presidente do Conselho Europeu, Doland Tusk, disse hoje em Bruxelas que os 27 Estados-membros concordaram na criação de um instrumento orçamental para a zona euro, no âmbito do Quadro Financeiro Plurianual (QFP).

No 3º trimestre de 2018, o Índice de Custo do Trabalho cresceu 1,5% em Portugal, 2,5% na Zona Euro e 2,7% na UE a 28, em termos homólogos.

O euro cai 0,52% face ao dólar para 1,1302 dólares.

O petróleo que ontem estava a subir significativamente, hoje está em queda acentuada. O Brent, para entrega em janeiro, cai 2,05% para 60,19 dólares. Também o norte-americano WTI desceu 2,7% para 51,16 dólares.

A dívida alemã, caiu 3,3 pontos base para 0,252%, ao passo que a dívida portuguesa desceu 1,2 pontos base para 1,664% e a espanhola também com os juros em queda de 1,2 pontos base, para 1,412%. A dívida de Itália desce 1,7 pontos base para 2,939%.

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