BCP pagou 62,2 milhões em contribuições extraordinárias. CEO diz que “é inqualificável”

Millennium BCP contabilizou no segundo trimestre as contribuições bancárias que em Portugal somam 62,2 milhões de euros, dos quais para o Fundo de Resolução português foram 18,7 milhões (mais 1,7 milhões que no primeiro semestre de 2021). “Isto é um fardo pesadíssimo que mina a competitividade da banca portuguesa na Europa”, disse o CEO.

Cristina Bernardo

Miguel Maya, CEO do BCP, na apresentação de resultados do primeiro semestre, quando questionado sobre o imposto sobre “lucros caídos do céu” ironizou dizendo “não temos feito outra coisa se não pagar impostos caídos do céu”.

O presidente do banco lembrou que, apesar dos resultados terem subido mais de 500% num ano, a rentabilidade é “extraordinariamente baixa”, pois o BCP teve um ROE de 2,81%.

O Millennium BCP contabilizou no segundo trimestre as contribuições bancárias que em Portugal somam 62,2 milhões de euros, dos quais para o Fundo de Resolução português foram 18,7 milhões (mais 1,7 milhões que no primeiro semestre de 2021). “Isto é um fardo pesadíssimo que mina a competitividade da banca portuguesa na Europa”, disse o CEO.

O presidente executivo do Millennium bcp, Miguel Maya, tem apelado à distribuição “equitativa” das contribuições para o Fundo de Resolução bancário nacional, que se tornaram num “enorme fardo” para os bancos com sede no país.

O BCP pagou 6,7 milhões de euros em contribuição de solidariedade e 36,8 milhões de euros de contribuição obrigatória do sector bancário.

Ao todo, incluindo as contribuições obrigatórias para o Fundo de Resolução europeu, o BCP pagou 88,5 milhões de euros.

Nas subsidiárias internacionais as contribuições obrigatórias quase duplicaram graças ao novo Fundo de Proteção Institucional (IPS) que foi criado na Polónia para garantir a estabilidade do sistema financeiro e que custou ao Millennium Bank, que consolida integralmente no BCP, 54,3 milhões de euros.

As operações internacionais foram responsáveis por 116,8 milhões de contribuições extraordinárias, o que compara com 51,8 milhões um ano antes.

Sobre o imposto para lucros extraordinários, recentemente, o Ministro das Finanças, Fernando Medina, num evento na Câmara de Comércio Americana, quando questionado sobre um eventual novo imposto sobre a banca, à semelhança do que está a fazer Espanha, garantiu que não iria haver um novo imposto sobre lucros extraordinários na banca, apurou o Jornal Económico.

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