BCSD Portugal defende implementação de seis medidas para atingir metas do Acordo de Paris

Os membros do BCSD, que incluem o BPI, a Greenvolt, a Fidelidade, o Crédito Agrícola, a Galp, a CGD, os CTT, o BCP, a Mota-Engil, entre outros, alertam que vivemos um “momento crítico” para a concretização do Acordo de Paris sobre o clima, e que “é fundamental que esta seja uma década de ação”. 

O BCSD Portugal, uma associação que junta mais de 140 empresas em Portugal para promover a sustentabilidade, lançou um manifesto para a COP 27 com seis medidas que considera essenciais para que as metas do Acordo de Paris sejam cumpridas.

“Até 2030, será necessário reduzir as emissões globais de gases com efeito de estufa em 45%, em comparação com os níveis de 2010 – o que implica uma redução anual até 2030 superior à que ocorreu em 2020 devido ao confinamento provocado pela pandemia Covid-19, agora sem as nossas vidas e economias confinadas”, refere a associação em comunicado.

Os membros do BCSD, que incluem o BPI, a Greenvolt, a Fidelidade, o Crédito Agrícola, a Galp, a CGD, os CTT, o BCP, a Mota-Engil, Novobanco entre outros, alertam que vivemos um “momento crítico” para a concretização do Acordo de Paris sobre o clima, e que “é fundamental que esta seja uma década de ação”.

“Quase a meio do caminho da Agenda 2030 das Nações Unidas – a qual definiu 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em 2015 – e num momento crítico para a concretização do Acordo de Paris sobre o clima, é fundamental que esta seja uma década de ação”, refere a associação que é presidida por António Pires de Lima, CEO da Brisa.

O manifesto lembra que “até 2030, será necessário reduzir as emissões globais de gases com efeito de estufa em 45%, em comparação com os níveis de 2010 – o que implica uma redução anual até 2030 superior à que ocorreu em 2020 devido ao confinamento provocado pela pandemia Covid-19, agora sem as nossas vidas e economias confinadas”.

Neste sentido, os subscritores consideram que é importante que da COP27 resultem “contributos práticos e concretos”.

O BCSD Portugal pede a consolidação de um sistema de comércio de licenças de emissão global, nomeadamente através do alargamento dos mercados e sistemas de comércio de licenças de emissão de gases com efeito de estufa a nível global e o aprofundamento e concretização da Lei Europeia do Clima, incluindo a adoção de um esquema de incentivos mais robusto e de uma fiscalidade mais verde.

O financiamento necessário para a transição merece também menção no manifesto do BCSD que exige ao sector financeiro que “integre e valorize os diversos critérios ESG [Environmental (Ambiente), Social (Social) e Governance (Governança Corporativa)] na matriz de avaliação para a concessão de empréstimos”.

Para aumentar a transparência nos relatórios das empresas, o BCSD pede a definição de “um standard universal para reporte de riscos, dependências e impactes ESG (ambientais, sociais e de governance)”.

A promoção da inovação para a sustentabilidade e a promoção de soluções baseadas na natureza são também elencadas pelo manifesto do BCDS como prioridades.

Os subscritores do documento defendem que “o desenvolvimento claro destas linhas de atuação prioritárias na COP27 dará um contributo importante para uma economia global mais justa e livre de carbono”.

“No que toca às empresas, a sua capacidade de inovação e investimento pode ser – já está a ser – transformadora. Assim, e por muito que em cada momento nos confrontemos com complexidades e desafios, o compromisso do BCSD Portugal e dos seus membros de combate às alterações climáticas não só se mantém, como deverá acelerar até 2030”, concluem.

 

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