Berlim ativa “nível de alerta”. Em causa estão os cortes no fornecimento do gás russo

O fornecimento de gás aos alemães passou para apenas 40% na semana passada. A Alemanha vai entrar na segunda fase de um plano que visa contrariar a escassez de energia e os preços podem aumentar, de forma a conseguir uma redução da procura.

A Alemanha ativou o “nível de alerta” e vai passar à segunda fase do plano que visa assegurar os fornecimentos de gás. A dependência da União Europeia (UE) em relação ao gás russo ficou a descoberto devido à guerra na Ucrânia e a Rússia cortou no gás conduzido para território alemão, através do gasoduto Nord Stream 1, para apenas 40%, na semana passada, de acordo com a “Reuters”.

A medida é mais uma amostra da quebra de relações entre alemães e russos, que tinham desenvolvido relações muito positivas no que diz respeito à energia. Agora quando já se completaram quase quatro meses da invasão à Ucrânia, a Alemanha tem tomado medidas para contrariar a queda na entrega de gás da parte da Rússia.

A mudança para a segunda fase deve-se à redução das entregas de gás para 40% por parte da empresa russa Gazprom, que culpa as sanções impostas desde o início do conflito.

O anúncio da decisão foi feito pelo ministro da Economia alemão, Robert Habeck, e representa uma mudança de posição daquele país. A ativação da segunda de três fases do plano significa que o governo antecipa um alto de risco de uma queda acentuada nas entregas de gás a longo prazo.

As concessionárias poderão agora praticar preços mais altos para a indústria e para as famílias, o que significaria uma redução na procura.

A maior economia da Europa tinha entrado na primeira fase do plano ainda no mês de março, o que representou uma monitorização mais estrita da quantidade de gás que chegava da Rússia.

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