BES deverá reforçar capital em 2 mil milhões

Desde que se detetaram irregularidades na Espírito Santo International, holding que controla o BES, o valor do banco em bolsa já desceu mais de 50%. O Banco Espírito Santo deverá fazer um aumento de capital de 2 mil milhões de euros para cumprir as suas necessidades de liquidez. A operação será feita, espera o Banco […]


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Desde que se detetaram irregularidades na Espírito Santo International, holding que controla o BES, o valor do banco em bolsa já desceu mais de 50%.

O Banco Espírito Santo deverá fazer um aumento de capital de 2 mil milhões de euros para cumprir as suas necessidades de liquidez. A operação será feita, espera o Banco de Portugal, de forma privada, uma vez que a intervenção do Estado só acontecerá “em último recurso”, segundo afirmou a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque.

A recapitalização da entidade financeira, que tem sido duramente penalizada em bolsa devido à exposição à Espírito Santo International (ESI), poderá levar a uma recomposição da estrutura acionista. De resto, o BES já conta com dois novos acionistas, que aproveitaram os mínimos históricos da semana passada para adquirir posições qualificadas no banco: a Goldman Sachs, que comprou 2,27% do capital da entidade, e a gestora de fundos Desco, que adquiriu uma fatia de 2,71%.

As duas operações coincidiram com a chegada de Vítor Bento à presidência executiva do BES. Entretanto, outras entidades financeiras internacionais poderão estar interessadas a investir no banco português, entre as quais o espanhol Santander e o brasileiro Bradesco (atualmente detentor de 3,9%). Este último já admitiu que o reforço do capital da entidade bancária “faz sentido”.

Ex-presidente do grupo SIBS (entidade que gere o Multibanco) e ex-conselheiro de Estado, Vítor Bento foi o nome escolhido no início deste mês para suceder a Ricardo Salgado, que liderou o banco durante 23 anos. Entretanto, o patriarca da família Espírito Santo, foi detido esta quinta-feira e constituído arguido no âmbito do processo conhecido como Monte Branco. Já a sede do Grupo Espírito Santo, foi alvo de buscas por parte do Ministério Público.

Quanto à participação da família Espírito Santo no banco com o seu nome, tem vindo a diminuir sucessivamente nas últimas semanas. Atualmente, o clã controla 20,1% do BES, depois de se ter visto obrigado a entregar 5% ao banco japonês Nomura, para cumprir com o vencimento de uma dívida contraída no último aumento de capital. No entanto, a participação da família poderá ver-se ainda mais reduzida, uma vez que o Espírito Santo Financial Group (ESFG) deverá utilizar as ações que ainda detém no BES para reembolsar subscritores de obrigações.

A turbulência em torno ao BES começou em maio deste ano, quando o Banco de Portugal detetou “irregularidades” nas contas de 2013 da ESI, revelando que a sociedade familiar se encontrava numa “situação financeira grave”. O passivo ocultado na ESI e os receios em torno à exposição do BES à sociedade detida pela família Espírito Santo, que pode ascender, de forma direta e indireta, a pelo menos 4000 milhões de euros, motivou a preocupação dos investidores.

Desde esse momento, o preço das acções do Banco Espírito Santo acumula uma perda superior a 50%, apesar da recuperação motivada com a entrada do Goldman Sachs e da Desco.

A impossibilidade de fazer frente ao pagamento das suas obrigações levou, entretanto, a ESI a pedir “gestão controlada” no Luxemburgo, onde está sedeada, requerimento que foi visto como o primeiro passo para solicitar insolvência.

A conjuntura volátil levou o Banco de Portugal a suspender durante três dias as vendas a descoberto das ações do BES, proibição esta que já foi levantada, permitindo as operações com CFDs, tanto com posições longas como curtas.

 

1º IG

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