Biden defende alargamento do Conselho de Segurança das Nações Unidas

O Presidente dos EUA, Joe Biden, defendeu hoje que as Nações Unidas devem ser “mais inclusivas” e apoiou o aumento de membros permanente e não permanentes no Conselho de Segurança.

“Deve haver mais lugares para países que pretendem ter assento no Conselho de Segurança. E isso inclui países de África, da América Latina e do Caribe”, disse Biden, durante a sua intervenção na Assembleia Geral da ONU, que decorre desde terça-feira em Nova Iorque.

O Presidente norte-americano disse que as Nações Unidas devem ser mais inclusivas, para permitir ouvir as “vozes dos países mais pequenos, assim como ouve as dos maiores”, mostrando-se disponível para “este trabalho vital” dentro da organização, alargando o número de membros permanentes (neste momento são cinco) e de membros não permantes (neste momento são 10).

O presidente da Assembleia Geral da ONU, Csaba Korosi, o diplomata húngaro que tomou posse na passada semana, colocou como prioridade da agenda para o seu mandato reformar o Conselho de Segurança, prometendo torná-lo “mais representativo e mais responsivo”.

A reforma deste órgão tem vindo a ser pedida há vários anos, nomeadamente por países como a Índia, a África do Sul e o Brasil, que têm mostrado vontade de pertencer ao grupo de membros permanentes.

Biden também criticou a forma como os membros permanentes do Conselho de Segurança da Nações Unidas (de que fazem parte, para além dos EUA, a Rússia, a China, a França e o Reino Unido) usam o poder de veto, dizendo que essa prerrogativa deve ser utilizada apenas em “situações raras e excecionais”, de forma a garantir que este órgão permanece “credível e eficaz”.

A semana de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas começou na terça-feira, na sede da ONU em Nova Iorque, e irá prolongar-se até à próxima segunda-feira, com a presença de dezenas de chefes de Estado e de Governo, entre eles o primeiro-ministro português, António Costa.

Esta é a primeira Assembleia Geral desde o início da guerra na Ucrânia e a primeira em formato presencial desde o início da pandemia.

O evento decorre sob o tema “Um momento divisor de águas: soluções transformadoras para desafios interligados”, e terá como foco a guerra na Ucrânia e as crises globais a nível alimentar, climático e energético.

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