Biden gasta 4,5 mil milhões para reduzir custos de aquecimento doméstico

O governo norte-americano disse que disponibilizará mais de 4,5 mil milhões de dólares num programa de ajuda energética residencial a famílias com baixos.

O governo norte-americano disse que disponibilizará mais de 4,5 mil milhões de euros num programa de ajuda energética residencial a famílias com baixos rendimentos para reduzir despesas com aquecimento num inverno que se antevê rigoroso.

A verba disponibilizada para este programa (4,5 mil milhões de dólares ou 4,52 mil milhões de euros) é significativamente mais elevada que os habituais cerca de 3,5 mil milhões de dólares (3,51 mil milhões de euros), mas está bastante abaixo dos oito mil milhões de dólares (8,04 mil milhões de euros) que o Governo e os Democratas do Congresso distribuíram no ano passado como parte do plano de resgate económico pós-pandemia de covid-19 do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

A quantia gasta no ano passado foi, de longe, a maior disponibilizada num só ano desde que o Programa de Ajuda Energética a Agregados Familiares de Baixos Rendimentos (LIHEAP, na sigla em inglês) foi criado, em 1981.

O novo financiamento inclui mais mil milhões de dólares (1.005 milhões de euros) aprovados pelo Congresso como parte de uma medida do orçamento retificativo aprovado em setembro e 100 milhões de dólares (100,5 milhões de euros) da lei bipartidária das infraestruturas que Biden promulgou no ano passado.

O dinheiro será fornecido aos Governos estaduais, locais e tribais para ajudar mais de cinco milhões de famílias a pagar as contas do aquecimento e de outros serviços públicos e também pode ser utilizado para pagar reparações na rede de energia doméstica.

“Numa altura em que os custos com o aquecimento aumentam, é mais importante que nunca ajudar as famílias em dificuldades”, declarou o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Xavier Becerra.

A vice-Presidente norte-americana, Kamala Harris, deverá hoje destacar esses programas de ajuda energética num evento em Boston.

O anúncio surge poucos dias antes das eleições intercalares de 08 de novembro, que determinarão que partido passará a controlar o Congresso: os Democratas estão a tentar contrastar os seus esforços para ajudar as famílias com médios e baixos rendimentos, através da lei das infraestruturas de um bilião de dólares e de outras medidas legislativas, com sugestões Republicanas de que utilizariam o limite da dívida como alavanca para fazer cortes nos benefícios da Segurança Social e do programa de saúde Medicare e de outros programas federais.

Em todo o país, as famílias encaram o inverno vindouro com medo, enquanto os preços da energia disparam e as reservas de combustíveis diminuem. O programa LIHEAP prestou assistência a mais de 5,3 milhões de famílias no ano passado e espera-se que um número semelhante participe este ano.

O Departamento de Energia está a prever aumentos acentuados de preços do aquecimento doméstico, em comparação com o último inverno. Alguns preocupam-se com a ideia de que os programas de assistência energética não terão capacidade de compensar a diferença nos custos para as famílias em dificuldades.

Na Europa, a situação é ainda mais sombria, estando as restrições na oferta causadas pela invasão russa da Ucrânia a causar um abrupto aumento dos preços do gás natural e uma grande escassez.

Num anúncio relacionado, o Departamento da Energia norte-americano disse hoje que começará a atribuir nove mil milhões de dólares (9.097 milhões de euros), aprovados no âmbito da nova lei do clima e da saúde, num programa destinado a apoiar o aumento dos preços da energia, a 1,6 milhões de agregados familiares durante os próximos dez anos.

As autoridades esperam que essas verbas estejam disponíveis a partir do próximo ano para as instituições estaduais e tribais protegerem melhor as suas casas das condições meteorológicas adversas e instalarem cerca de 500 mil novas caldeiras de aquecimento.

A Casa Branca também indicou que vai gastar 250 milhões de dólares (254 milhões de euros) da Lei de Defesa da Produção para aumentar a produção interna de caldeiras de aquecimento central, que são sobretudo fabricadas na Europa e na Ásia.

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