Biden: Rússia violou “descaradamente” os princípios da Carta das Nações Unidas

O discurso foi marcado pela recente ameaça de Vladimir Putin, num discurso feito esta manhã, em recorrer às armas nucleares e ao anúncio de mobilização de 300 mil cidadãos russos para o esforço de guerra.

epa09657995 US President Joe Biden participates in the White House COVID-19 Response Team’s virtual meeting with the National Governors Association to discuss the Covid-19 situation in the United States, in the Eisenhower Executive Office Building on the White House complex in Washington, DC, USA, 27 December 2021. EPA/MICHAEL REYNOLDS

O presidente dos EUA, Joe Biden, repudiou a conduta da Rússia no conflito com a Ucrânia, afirmando que o Kremlin “violou descaradamente os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas” ao ameaçar recurso a armas nucleares e ao basear-se em “referendos fictícios” para “apagar um Estado soberano do mapa”.

“A Rússia está a mobilizar mais soldados para se juntar à luta” baseando-se em “referendos fictícios para retirar território a Ucrânia” numa “violação extremamente significativa da carta da Organização das Nações Unidas”, afirmou o Presidente norte-americano num discurso feito hoje na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

O evento foi marcado pela recente ameaça de Vladimir Putin, num discurso feito esta manhã, em recorrer às armas nucleares e ao anúncio de mobilização de 300 mil cidadãos russos para o esforço de guerra.

“Vamos falar claramente. Um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas invadiu o seu vizinho, tentou apagar o estado soberano do mapa”, declarou Biden, afirmando que o conflito não passa de “uma guerra escolhida por um homem”.

Mais ainda, Biden diz que as ameaças nucleares feitas contra a Europa constituem “um desrespeito imprudente pelas responsabilidades de um regime de não proliferação”.

Agora a Rússia está a convocar mais soldados para se juntar à guerra, e o Kremlin está a organizar um referendo falso para tentar anexar partes da Ucrânia – uma violação extremamente significativa da carta da ONU”, disse Biden, acrescentando que “o mundo deveria ver esses atos ultrajantes pelo que são”

Joe Biden apela a mais assentos no Conselho das Nações Unidas

O presidente norte-americano apelou ainda a uma maior “inclusão” no Conselho de Segurança da ONU, defendendo que este os assentos permanentes e não permanentes devem ser estendidos.

“Os Estados Unidos apoiam o aumento do número de representantes permanentes e não permanentes do Conselho. Isso inclui assentos permanentes para as nações que apoiamos há muito tempo”, afirmou Biden, sugerindo assentos permanentes para países da África, América Latina e Caraíbas.

“Chegou a hora desta instituição se tornar mais inclusiva, para que possamos responder melhor às necessidades do mundo de hoje.”

Um outro ponto defendido por Biden refere-se à questão do veto. Na sua ótica, os membros permanentes do CSNU devem consistentemente defender a carta da ONU e abster-se do uso de veto, “exceto em raras situações extraordinárias”, para assim garantir que o conselho “permaneça credível e eficaz”.

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