Biden vai tentar hoje dissuadir Putin de invadir a Ucrânia (com áudio)

A Rússia conta com 100 mil militares estacionados junto à fronteira com a Ucrânia.

O presidente dos Estados Unidos da América vai tentar hoje dissuadir o presidente russo de invadir a  Ucrânia, num momento em que  milhares de tropas russas estão atualmente estacionadas junto à fronteira.

A vídeoconferência entre Joe Biden e Vladimir Putin vai ter lugar esta terça-feira, 7 de dezembro. Na segunda-feira, o presidente dos EUA consultou os aliados europeus para discutir planos sobre eventuais sanções à Rússia.

A Rússia conta atualmente com 100 mil militares estacionados junto à fronteira com a Ucrânia, o maior número desde a invasão da Crimeia que teve lugar em 2014.

“Este é certamente o maior destacamento militar russo a que assistimos desde 2014”, disse ao “Guardian” o especialista em assuntos russos, Michael Kofman.

Joe Biden também procurou o apoio dos aliados para tentar demover a Rússia das suas intenções e para que a Ucrânia mantenha a sua integridade territorial e soberania, destaca a “Reuters”.

O presidente norte-americano manteve conversações com o presidente francês Emmanuel Macron, a chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro italiano Mario Draghi, e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson.

Sobre os encontros, a Casa Branca disse que os aliados defenderam que a Rússia deve reduzir a tensão com o seu país vizinho e regressar à diplomacia. O Governo norte-americano já identificou uma série de sanções económicas, caso a Rússia proceda à invasão da Ucrânia.

Putin tem defendido que a Ucrânia não deve juntar-se à NATO, mas Biden deverá precisamente defender este ponto durante a reunião.

O secretário de Estado norte-americano defendeu na segunda-feira que mais tropas norte-americanas serão deslocadas para a Ucrânia, se a agressão russa se concretizar, disse Anthony Blinken.

Kiev e Moscovo não mantêm contactos diretos depois da Rússia acusar a Ucrânia de estar a preparar um ataque contra as regiões controladas por forças apoiadas pela Rússia no sueste do país.

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