Big Tech continuam a sangrar. Tecnológicas já despediram mais de 200 mil trabalhadores

Amazon, Google, Meta, Twitter e Microsoft são algumas das muitas empresas de tecnologia que anunciaram o despedimento de trabalhadores. A razão não é diferente de outros sectores: a falta de dinheiro e interesse por parte dos consumidores.

Steve Marcus/Reuters

No ano de 2022 e no início de 2023 foram várias as tecnológicas a anunciar sucessivas rondas de despedimentos, despedimentos esses que nem sempre são avisados com antecedência. Amazon, Meta, Google e Microsoft foram algumas das Big Tech que comunicaram a sua intenção de reduzir o número de trabalhadores.

Durante a pandemia este foi o sector que mais contratou para dar resposta a todos os pedidos que surgiam numa altura em que o teletrabalho era o “rei”. Mas, agora, estas empresas encontram-se com demasiado pessoal, sendo necessário efetuar despedimentos. Muitas empresas começaram por paralisar as contratações, já no início do ano passado, mas a decisão não foi suficiente e foram obrigadas a reduzir a sua força de trabalho.

O website Layoffs.fyi, fez uma despistagem dos despedimentos das grandes empresas e verifica que durante o ano de 2022 foram despedidos mais de 134 mil trabalhadores de empresas tecnológicas e que, em novembro, registaram-se mais de 42.350 despedimentos de 122 empresas tornando este mês no pior de todos. Já 2023 conta com 56.570 despedimentos.

A 20 de janeiro, a Google anunciou que ia cortar 12 mil postos de trabalho. Recursos humanos e engenharia são algumas das áreas que sofrerão os cortes.

No dia 18 de janeiro foi a vez da Microsoft anunciar o corte de dez mil empregos, tendo a empresa culpado esta redução “nas condições macroeconómicas e na mudança de prioridades dos consumidores”. Apesar desta justificação a empresa conseguiu no dia anterior aos despedimentos realizar um concerto privado para os executivos e só depois alertar que dez mil trabalhadores iriam perder o seu trabalho.

A Amazon foi pelo mesmo caminho e cortou 18 mil postos de trabalho, a Meta reduziu onze mil e a rede social Twitter 3.700, sem contar com os despedimentos anunciados aquando da compra por Elon Musk. A Salesforce, empresa de software on demand, cortou sete mil postos de trabalho. Também a maior empresa de automóveis elétricos, Tesla, foi obrigada a uma redução de seis mil postos de trabalho, juntamente com a aplicação Shopify, que anunciou 1.000 demissões.

A queda da FTX, a maior plataforma de trading de criptomoedas do mundo, causou uma derrocada no mercado dos criptoativos, portanto as plataformas associadas a este mercado, também marcaram presença nos anúncios de despedimentos. A Coinbase, uma plataforma para comprar e vender criptomoedas, também teve de despedir dois mil dos seus trabalhadores. No seguimento das criptomoedas, também a Crypto.com vai despedir 500 funcionários.

A crise de despedimentos também chegou à Netflix, que afirmou ter de despedir 450 trabalhadores. O mais recente anúncio partiu da plataforma Spotify, que informou o despedimento de 600 funcionários.

Também no sector bancário e financeiro, a multinacional Goldman Sachs teve de despedir 3.200 funcionários. Apesar de ter anunciado que tal ia acontecer, a empresa foi considera “bruta” e ” impessoal” ao realizar os despedimentos, dando apenas 30 minutos para os funcionários saírem do edifício

Existem razões por detrás de todos estes grandes anúncios de despedimentos, sendo a mais apontada a crise atual que se vive e a mudança de prioridades por parte do consumidor, as pessoas tendo menos dinheiro consomem menos no sector tecnológico, fazendo com que este fique em crise e seja obrigado a cortar nas suas despesas. Mas para muitas destas grandes empresas a maior causa foram as contratações desmedidas durante a pandemia.

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