Black Friday. Worten desmente DECO

A Worten desmentiu em comunicado as acusações feitas pela DECO a propósito das promoções realizadas nesta cadeia de lojas do grupo Sonae no âmbito da Black Friday.


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O desmentido surge na sequência de um comunicado divulgado pela DECO, na passada quinta-feira, que apontava para práticas de promoções ilegais. “Antes da Black Friday, algumas das lojas subiram, em média, o preço de 10% dos produtos analisados”, denunciou a 3 de dezembro a Associação de Defesa do Consumidor.

Nos EUA, a Black Friday é um dia com promoções extremas que se realiza na última sexta-feira de novembro, após o dia de Ação de Graças. Em Portugal, estas promoções chegaram há alguns anos e, ao contrário dos EUA e apesar de se ter transposto o nome das promoções, realizam-se durante vários dias, antes e depois dessa sexta-feira que este ano se assinalou a 28 de novembro.

 A DECO destacou em particular três produtos – dois comercializados pela Worten e outro pela Rádio Popular -, cujos preços teriam sido alegadamente aumentados nos dias que antecederam a Black Friday.

A Worten veio a público defender-se e assinalar que se rege “por uma política de transparência, não aumentando os preços dos artigos que vende nas suas lojas, antes de iniciar uma campanha promocional”. A insígnia da Sonae explica que “de 27 a 29 de novembro, a Worten promoveu uma campanha em que oferecia um desconto de 20% em talão em todos os artigos da loja (mais de 26 mil referências)”.

“O televisor LG 55UF770V da Worten registou um aumento de 60% uns dias antes da Black Friday. O preço inicial era 1.099 euros, subiu para 1.799 euros e na Black Friday foi vendido a 1.439,20 euros”, assinalou a DECO.

De acordo com a dinâmica competitiva do setor do retalho de eletrónica de consumo, “a Worten dinamiza campanhas promocionais de forma tão regular que por vezes distam entre si apenas alguns dias. Esta dinâmica promocional é geradora de poupanças efetivas e claras para as famílias portuguesas”, explica a marca.

Também na Worten, “o smartphone Samsung Galaxy S4 viu o seu preço aumentar 100 euros a 24 de novembro. Na Black Friday, três dias depois, tinha um desconto de apenas 80,99 euros”, referiu a DECO no mesmo comunicado.

Referindo-se especificamente aos dois produtos cujos preços foram detalhados pela DECO, a Worten explica que os mesmos “estiveram em promoção em períodos anteriores a esta campanha [Black Friaday], tendo voltado ao preço base dias antes do arranque da mesma. Estes artigos não foram, naturalmente, excluídos da campanha em causa, visto que esta era transversal a todos os produtos”.

A Worten defende-se e é perentória ao referir que “pauta a sua atuação pelos mais elevados padrões éticos e morais. Como tal, não aumenta os preços dos produtos que comercializa, antes de iniciar uma campanha promocional”.

O comunicado da marca acrescenta que promove “promove campanhas promocionais de forma tão regular que por vezes distam entre si apenas alguns dias. Esta dinâmica promocional é geradora de poupanças efetivas e claras para as famílias portuguesas“.

Detalhando a informação sobre as duas referências em questão, a Worten assinala que “nas semanas anteriores à mesma, esses artigos foram alvo de descontos específicos”. O televisor teve um desconto de 60%, de 11 a 24 de novembro, e o smartphone um desconto de 25%, entre 13 e 23 de novembro. Ambos os artigos voltaram a ser comercializados ao preço base, no final dos períodos promocionais específicos, o que aconteceu dias antes do início da campanha transversal. Na realidade “não houve qualquer subida de preço dos artigos em causa nos dias antes da campanha de 27 a 29 de novembro. Houve, sim, o término de descontos promocionais específicos para aqueles artigos”.

De referir ainda que, durante esta última campanha, foi vendido apenas um televisor do modelo referido pela DECO, tendo sido oferecido ao cliente em questão a possibilidade de acumular o desconto em vigor com o desconto anterior.

A análise da DECO

A DECO investigou os preços de 1862 produtos nas lojas online Box Jumbo, El Corte Inglés, Fnac, Phone House, Radio Popular, Staples e Worten, antes e durante o período de descontos. Antes da Black Friday, algumas das lojas subiram, em média, o preço de 10% dos produtos analisados.

“Na Worten, Radio Popular e Fnac, o preço na Black Friday era superior ao praticado nos 10 dias anteriores. Encontrámos casos em que o desconto anunciado era mais baixo do que o real nestas três lojas, mas também no El Corte Inglés e na Phone House. Na Box Jumbo e na Staples não verificámos irregularidades”, referiu a DECO no comunicado de dia 3 de dezembro.

Para a DECO, “esta manipulação de preços não se encontra generalizada, mas 1 em cada 20 produtos com descontos anunciados na Black Friday viola a Lei das Práticas Comerciais Desleais e ainda a Lei dos Saldos e das Promoções. Ou seja, pode levar o consumidor a comprar um produto por acreditar que está a poupar, quando, na verdade, não está”.

De acordo com a DECO, entre os milhares de preços analisados, alguns destacam-se pelos aumentos acentuados nas “vésperas” da Black Friday.

Para além dos preços denunciados na Worten, outro exemplo apresentado pela DECO foi o televisor LG 32LF5610 que na Radio Popular custava 319,99 euros a 16 de novembro, mas nos dias seguintes apresentava um preço de 399,99 euros. Na Black Friday, o mesmo televisor custava 359,99 euros. O preço do televisor subiu cerca de 80 euros, para descer quase 40 euros na Black Friday. Analisando os preços, ganhava mais em comprar a 16 de novembro.

A DECO denunciou o caso à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e à Direção-Geral do Consumidor, solicitando que estas sancionem as empresas em causa. As coimas podem chegar aos 45 000 euros por cada caso denunciado.

OJE

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