Blatter e Platini suspensos. Limpeza chegou à FIFA

O presidente da FIFA, o suíço Joseph Blatter, e o presidente da UEFA, o francês Michel Platini, foram suspensos provisoriamente por 90 dias pelo Comité de Ética do organismo que rege o futebol mundial. Tal como o OJE antecipou, Blatter e Platini – que é candidato a suceder ao suíço na presidência da FIFA, nas […]


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O presidente da FIFA, o suíço Joseph Blatter, e o presidente da UEFA, o francês Michel Platini, foram suspensos provisoriamente por 90 dias pelo Comité de Ética do organismo que rege o futebol mundial. Tal como o OJE antecipou, Blatter e Platini – que é candidato a suceder ao suíço na presidência da FIFA, nas eleições marcadas para 26 de fevereiro de 2016 – foram suspensos em consequência da sua implicação no escândalo de corrupção que atingiu da instituição.

O secretário-geral da FIFA, o francês Jérôme Valcke, também foi suspenso provisoriamente por 90 dias, e o sul-coreano Chung Mong-Joon, que também já assumiu a candidatura à sucessão de Blatter na presidência do organismo, foi suspenso por seis anos.

Pago para desistir?
Uma das suspeitas levantadas pela Procuradoria-geral suíça está relacionada com o pagamento “ilegal” do atual presidente da FIFA ao dirigente máximo da UEFA.
Versão oficial: de acordo com Platini, o valor de 1,8 milhões de euros foi pago por trabalhos efetuados entre janeiro de 1999 e junho de 2002. “A minha remuneração foi acordada então e após pagamentos iniciais a verba final de dois milhões de francos suíços foi paga em fevereiro de 2011”, revelou o francês. Blatter deu a mesma versão às autoridades mas a data do pagamento levantou fortes suspeitas. Não deixa de ser curioso o timing deste pagamento e foi essa data que despertou a atenção da Procuradoria-geral helvética: em 2011, tal como em 2016, Platini era o candidato com maiores possibilidades de destronar Blatter do cargo de líder máximo da FIFA. O Telegraph relata que este pagamento agora descoberto pelas autoridades suíças teve lugar poucas semanas antes de duas votações preponderantes: a eleição do novo presidente da FIFA (Michel Platini retirara-se entretanto do caminho de Blatter e desistiu da candidatura) e a polémica votação que atribuiu a organização do Mundial 2022 ao Qatar. “Voto nos EUA”, prometeu Platini aos norte-americanos mas afinal, o voto do francês sofreu uma brusca mudança geográfica a favor do emirado do Médio Oriente. É certo que não existe qualquer prova de que exista relação entre o pagamento e a desistência de Platini e posterior voto na candidatura do Qatar. Ainda no agitado ano de 2011 (mais concretamente em maio), Platini assinou um documento oficial da UEFA onde apelava para que as 53 federações europeias votassem em… Sepp Blatter.

Agora, o suíço e o francês estão sob a alçada da Comissão de Ética da FIFA e ambos com preocupações diferentes: Blatter que sair com alguma dignidade do cargo e Platini quer margem de manobra para suceder ao helvético. Resta saber que as federações europeias, as principais apoiantes do francês na corrida à FIFA, ainda estão ao lado do antigo internacional francês.

Blatter e a CONCACAF

Mas nem só das ligações entre Blatter e FIFA vivem as suspeitas da Procuradoria-geral suíça. O procurador helvético Michael Lauber revelou que a abertura do processo ao presidente demissionário da FIFA deveu-se à “suspeita que a 12 de setembro de 2005, Joseph Blatter assinou um contrato com a União de Futebol Caribenha; este contrato foi desfavorável à FIFA”. Por outro lado, a Procuradoria suspeita que, “na implementação deste acordo, Blatter tenha violado os seus deveres fiduciários e agido contra os interesses da FIFA”.

A verdade é que as suspeitas deste organismo suíço vão de encontro a um dos nomes envolvidos nos escândalos que atolam a FIFA desde o fatídico 27 de maio (dia da detenção de sete dirigentes da FIFA): Jack Warner. Este antigo vice-presidente da CONCACAF presidia na altura à União Caribenha (foi afastado na sequência do escândalo de corrupção de maio de 2015).
“Nada fiz de ilegal ou de indevido”, assim se justificou Blatter em comunicado e junto da estrutura da FIFA. Ao enésimo escândalo que tem vindo a atingir a credibilidade do organismo máximo do futebol mundial, Blatter (que agora surge a liderar as suspeitas) continua a rejeitar sair do cargo da FIFA antes das eleições de fevereiro de 2016. No entanto, a saída pode estar por semanas.

José Carlos Lourinho/OJE

 

 

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