Bloco de Esquerda abstém-se mas diz que estado de emergência deve dar resposta a terceira vaga

“Este estado de emergência deve responder à preparação do país para uma putativa terceira vaga”, apontou o deputado antes de se dirigir novamente para a bancada parlamentar.

Cristina Bernardo

O deputado Pedro Filipe Soares assumiu que o Bloco de Esquerda se irá abster na votação da renovação do estado de emergência, com início a 24 de dezembro e fim a 7 de janeiro. O deputado esclareceu, na Assembleia da República, que “já se consegue ver uma luz ao fundo do túnel desta segunda vaga”, e que os trabalhadores da saúde devem ser felicitados por “garantissem que o país passasse por esta prova tão difíceis”.

Pedro Filipe Soares sustenta que o presente debate aconteceu com uma terceira vaga já no horizonte, sendo importante que a nova vaga encontre o país e o Serviço Nacional de Saúde em outras condições. “Este estado de emergência deve responder à preparação do país para uma putativa terceira vaga”, apontou o deputado antes de se dirigir novamente para a bancada parlamentar.

O deputado do Bloco de Esquerda esclareceu ainda que é importante que o país tenha um “SNS que esteja ao comando da resposta na saúde no nosso país”, apontando a importância do SNS requisitar aos privados. “É dizer que o SNS pode requisitar aos privados, de forma planeada e atempada, e não para responder a alguns acordos parcelares e pedidos pequenos”.

Volvidos “nove longíssimos meses de pandemia”, Pedro Filipe Soares afirmou ainda a necessidade do estado de emergência em ser usado “para que os privados sejam incorporados sob a batuta do SNS, requisitados não em função do seu luxo mas das necessidades do país e enquadrados numa visão estratégia para responder rapidamente a quem ficou para trás”, como foi o caso das consultas e tratamentos adiados e sem prazo de recomeço.

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