BNP Paribas compra dois novos edifícios de escritórios em Lisboa para a nova sede

O BNP Paribas completou a aquisição dos edifícios Aura e Echo, no campus Exeo, para a sua nova sede em Lisboa, “reforçando o seu compromisso com Portugal e a sua aposta na operação que desenvolve no país”, refere o banco francês.

O BNP Paribas completou a aquisição dos edifícios Aura e Echo, no campus Exeo, para a sua nova sede em Lisboa, “reforçando o seu compromisso com Portugal e a sua aposta na operação que desenvolve no país”, refere o banco francês.

“Com um total de 37.000 m2, para além de 13.000 m2 de jardins abertos ao público, a sede do BNP Paribas ficará localizada no Parque das Nações, e terá capacidade de acolher 5.000 colaboradores em modelo de trabalho flexível, centralizando a maioria das entidades do Grupo a operar em Portugal”, explica o banco em comunicado.

Em Portugal desde 1985, o BNP Paribas tem mais de 6.500 colaboradores, distribuídos pelas várias entidades do grupo espalhadas pelo país, o que inclui também um conjunto de centros de competência que prestam serviços de valor acrescentado para vários países onde o Grupo BNP Paribas opera.

“O novo campus BNP Paribas representa um compromisso claro do Grupo com Portugal, dando resposta ao crescimento esperado dos próximos anos”, refere Fabrice Segui, CEO do BNP Paribas em Portugal.

“Considerando a forte presença que já temos em Lisboa e no Porto, a localização escolhia aproxima-nos mais da comunidade, na medida em que os espaços exteriores comuns são de utilização pública, e também dos nossos clientes, uma vez que o Parque das Nações é um espaço que alberga inúmeras empresas nacionais e internacionais. A nova sede representa um compromisso significativo na forma como estamos estabelecidos em Lisboa, não só pela sua construção e arquitetura de vanguarda, como também pelo facto de centralizarmos quase toda a nossa atividade no mesmo espaço, criando um novo ponto de encontro dos colaboradores. Depois de mais de 35 anos a operar no mercado português, sentimos que este é o passo certo, reforçando um compromisso de longa duração”, acrescenta o CEO do banco em Portugal.

Já Thierry Laroue-Pont, presidente e CEO do BNP Paribas Real Estate, detida a 100% pelo banco, destaca o “apoio de longa data aos planos imobiliários europeus do BNP Paribas. A introdução de Lisboa na longa lista de projetos já adquiridos e desenvolvidos para o Grupo ilustra claramente as sinergias do nosso modelo imobiliário pan-europeu integrado”.

“Na vanguarda da implementação de um modelo de trabalho flexível, criado antes da pandemia, o BNP Paribas concebeu este projeto para atender às necessidades das novas formas de trabalhar, nomeadamente o modelo híbrido”, detalha o BNP Paribas.

“Tendo recentemente lançado o programa Smart Working, que estabelece uma nova política de trabalho focada em quatro pilares – Teletrabalho, Espaços de Trabalho Flexíveis, Novas Ferramentas Digitais, Foco nas Pessoas – a nova sede visa responder às necessidades que advêm de um modelo implementado de forma estratégica por um Grupo com mais de 7.100 colaboradores, de uma forma integrada, através da implementação das mais modernas ferramentas digitais”, explica o banco em comunicado.

O BNP Paribas fala num projeto de arquitetura moderno, inovador e altamente tecnológico, combinando arquitetura com paisagismo, a nova sede será também um espaço próximo da sociedade, tendo todos os seus jardins e infraestruturas comuns abertos à comunidade.

Este projeto materializa também os compromissos do grupo ao nível da sustentabilidade, quer ao nível da construção, quer do sistema de mobilidade sustentável integrado.

Os edifícios terão um depósito de águas pluviais para irrigar os jardins (cobrindo, pelo menos 50%, das necessidades de rega), painéis fotovoltaicos que permitirão suprir o consumo de energia das áreas comuns, parques de estacionamento com carregadores elétricos e parque para bicicletas.

“Considerando as suas NBA (Nature Based Solutions) e infraestruturas verdes, o banco irá, desta forma, ser capaz de reduzir o gasto de energia operacional e as emissões de carbono”, lê-se no comunicado.

Desenvolvido pela Avenue e por um fundo de investimento gerido pela Aermont Capital, em parceria com o BNP Paribas Real Estate, “espera-se que a mudança para o primeiro edifício ocorra no primeiro semestre de 2024, com a segunda mudança a ocorrer no ano seguinte”.

Aniceto Viegas, CEO da Avenue, refere que “estamos muito satisfeitos com estas transação, que irá completar o desenvolvimento do Exeo Office Campus. Em conjunto com a Aermont Capital, desenvolvemos em 2017 uma convicção forte sobre a falta de oferta de campus de escritórios modernos e sustentáveis no mercado de Lisboa depois da crise financeira e o Exeo foi concebido para dar resposta aos requisitos futuros dos mais exigentes utilizadores de escritórios numa localização privilegiada no Parque das Nações”.

 

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