Boeing pode vir a comprar a brasileira Embraer

O negócio está dependente da aprovação do governo brasileiro e surge como resposta ao entendimento crescente entre a Airbus e a Bombardier.

A Boeing está em negociações com a Embraer, o fabricante brasileiro de aviões, para adquirir o concorrente sul-americano e as negociações estão neste momento pendentes de um acordo do governo brasileiro sobre a transação. A confirmar-se o acordo, o negócio surge como uma espécie de resposta à compra por parte da Airbus, em outubro, de uma participação de controlo na CSeries Jetliner da Bombardier.

As negociações estão em curso, mas as empresas advertiram num comunicado conjunto citado por vários jornais que qualquer acordo está dependente do governo brasileiro, dos reguladores e dos acionistas de cada uma das empresas. De qualquer modo, as negociações entre ambos estão a acontecer há algum tempo. O comunicado fez disparar as ações da Embraer 25% numa sessão.

Para a Boeing, o desafio é convencer o governo brasileiro a aceitar a aquisição – o que poderia ser conseguido, segundo adiantam vários jornais, nomeadamente o Waal Street Journal, se o Estado mantivesse uma posição suficientemente clara para proteger os empregos assegurados pelo grupo brasileiro.

Um dos responsáveis da administração da Embraer, John Slattery, disse em novembro, em declarações públicas, que o acordo da Airbus para o controlo da CSeries da Bombardier deveria gerar um maior nível de atividade para o fabricante brasileiro. E esse terá sido um dos motivos que levaram os norte-americanos da Boeing a não quererem ficar de fora de mais um momento importante para o setor a nível mundial.

Segundo os analistas citados pela imprensa, o negócio seria um benefício para a Boeing devido à força da Embraer no segmento dos jatos de alcance regional. A Embraer rivaliza com a fabricante de aviões canadiano Bombardier em jatos comerciais com 100 a 150 lugares, um produto que é o motivo central de uma acesa disputa comercial entre a Boeing e a Bombardier.

Os episódios desta disputa têm-se sucedido, com o último a envolver uma queixa da Boeing em relação a um contrato firmado entre a Bombardier e a Desta Air Lines, a segunda maior transportadora aérea norte-americana. A Boeing alegava que os preços praticados na aquisição de determinados aparelhos da Bombardier pela Delta eram claramente demasiado baixos, colocando em causa as regras da concorrência. O Departamento de Estado dos Estados Unidos tende a dar razão à Boeing, mas o CEO da Bombardier, Alain Bellemare, defendeu o negócio. Para ele, que não nega o bom preço conseguido pela Delta, os bons clientes não costumam ter que se cingir à tabela oficial de preços.

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