Bolsa abre no ‘vermelho’ com BCP a liderar as perdas

O petróleo está a valorizar, com o brent a subir 0,30% para os 120,93 euros, e o crude a subir 0,45% para os 119,95 euros.

A bolsa de Lisboa abre a oscilar entre o ‘verde’ e o ‘vermelho’. Neste momento está a cair 0,05% para os 6,345.77 pontos.

A Galp Energia valoriza 1,27% para os 12,74 euros, seguida pela Altri que sobe 1,01% para os 6,47 euros, e a Jerónimo Martins que sobe 0,81% para os 18,78 euros.

Entre as ações que estão em queda salienta-se as do Banco Comercial Português (BCP), que quebra 1,47% para os 0,19 euros, as da Corticeira Amorim, que descem 0,38% para os 10,50 euros e das da NOS SGPS SA, que caem 0,35% para os 3,94 euros.

As principais bolsas europeias oscilam entre o ‘verde’ e o ‘vermelho’. O DAX (Alemanha) cai 0,14%, o FTSE 100 (Reino Unido) valoriza 0,07%, o CAC 40 (França) desce 0,11%, e o IBEX 35 (Espanha) valoriza 0,22%.

Investidores mostram aversão ao risco

A research da BA&N salienta que os investidores estão a manter uma postura “cautelosa e de aversão ao risco” apesar das notícias positivas na China, o que acabou por influenciar as bolsas europeias.

“As perspetivas mais favoráveis para a China não estão a contagiar o mercado europeu, com os investidores a enfrentarem uma série de preocupações, sobretudo ao nível dos resultados das empresas e da evolução da economia”, reforça a BA&N.

O anúncio do Credit Suisse de prejuízos está também a condicionar o mercado.

“As bolsas europeias caminham assim para a segunda sessão de perdas, com os investidores a reforçarem o posicionamento defensivo antes da relevante reunião de amanhã do Banco Central Europeu”, sublinha a research da BA&N.

“A autoridade monetária deverá anunciar o fim do programa de compra de ativos, abrindo caminho para a primeira subida de juros em 11 anos na reunião de julho e a retirada da taxa de depósitos de terreno negativo até setembro. O mercado de dívida soberana europeu continua a refletir o receio com este posicionamento mais agressivo do Banco Central Europeu (BCE). A yield das obrigações alemãs a dez anos persiste acima de 1,3% e em máximos de 2014, enquanto a taxa dos títulos de Itália dá um salto de seis pontos base, mantendo o “spread” acima de 200 pontos base. Em Portugal, que hoje está no mercado a emitir dívida de longo prazo, a “yield” dos títulos a dez anos situa-se em redor de 2,5% e em máximos de oito anos”, refere a BA&N.

“Esta manhã, o Credit Suisse alertou que vai registar prejuízos no segundo trimestre, o que está a conduzir as ações do banco suíço para uma desvalorização superior a 6% e o setor bancário europeu para o vermelho. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) deverá seguir os passos do Banco Mundial, com um corte de estimativas para a economia mundial e alertas sobre a persistência da inflação global em níveis elevados”, diz a BA&N.

O petróleo está a valorizar, com o brent a subir 0,30% para os 120,93 euros, e o crude a subir 0,45% para os 119,95 euros.

Atualizado às 09h10

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