Bolsa de Lisboa abre em terreno negativo

A bolsa de Lisboa abriu hoje a sessão a descer 0,45% para 6.028,78 pontos, à semelhança do que se está a passar nas praças europeias.

A bolsa de Lisboa abriu hoje a sessão a descer 0,87% para 6.002,91 pontos. A Galp lidera as perdas ao descer 2,43% para 11,05 euros. Segue-se a Altri com uma queda de 1,71% para 6,32 euros e a Jerónimo Martins com 1,24% para 19,95 euros.

Destaque também para os CTT (-1,76% para 11,45 euros), a Sonae (-1,27% para 1,008 euros) e a Mota-Engil que perde 1,22% para 1,296 euros.

Em sentido contrário, há uma cotada terreno positivo. A EDP Renováveis valoriza 1,15% para 22,93 euros. Lá fora, as principais praças europeias seguem a perder. Paris cai 1,75%,  Londres perde 1,70% e Frankfurt diminui 1,51%. Madrid cai 0,90%.

Hoje nas notícias, apesar da vitória de Macron em França, “as bolsas europeias arrancaram a semana em forte queda, com as ações a serem pressionadas pelo sell off do final da sessão de sexta-feira em Wall Street (índices caíram perto de 3%), mas sobretudo pelo agravamento da pandemia na China”, de acordo com a newsletter da BA&N.

Em paralelo, a consultora informa que “está a ganhar cada vez mais força um agravamento mais rápido da política monetária do Banco Central Europeu” uma vez que uma notícia da “Reuters”, “que cita nove fontes, dá conta que os responsáveis do banco central estão “ansiosos” por dar por terminado o programa de compra de ativos o mais rápido possível, subindo os juros já em julho, ou o mais tardar em setembro”.

A agência noticiosa assinala que Emmanuel Macron, reeleito no domingo à noite como Presidente de França, diz que o segundo mandato será diferente, confrontado com a diminuição da margem de vitória em relação a Marine le Pen (os 58,54% dos votos estiveram bem abaixo dos 66,1% no primeiro duelo em 2017). “Muitos dos que votaram em mim não o fizeram porque apoiam minhas ideias, mas para manter de fora as da extrema-direita. Quero agradecê-los e saber que lhes devo uma dívida nos próximos anos”, disse em comunicado.

Na China, o receio de um confinamento sem precedentes provocado pela Covid-19 provoca compras de pânico em Pequim, tentando evitar a realidade dos habitantes de Xangai, que estão há semanas a protestar o Governo nas suas casas devido à falta de liberdades e bens essenciais. Hoje, a China registou cerca de 24 mil casos. A maioria estava em Xangai, onde 19.455 foram relatados, segundo o “The Guardian”.

Atualizada às 9:10

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