Bolsa de Lisboa acompanha Europa no terreno negativo com setor da energia a pressionar

A Alemanha pretende impor restrições mais rígidas no Natal, para travar a propagação da nova variante. Bolsas europeias em queda significativa. Petróleo tomba quase 5% nos mercados internacionais. A dívida soberana agrava.

O PSI-20 fechou a cair 1% para 5.385,6 pontos, ainda assim está longe de ter sido o índice que mais caiu na Europa. As principais bolsas fecharam com quedas acima de 1%.

A queda do índice lisboeta foi travada pela subida de +4,56% da Ibersol que cota agora nos 5,50 euros. A Mota-Engil também se destacou pela positiva (+1,16% para 1,222 euros), num dia em que o CaixaBank/BPI voltam a cobrir a ação. A casa de investimento emitiu um reporte de avaliação da companhia, considerando no seu cenário central (de maior probabilidade) um preço de 2,21 euros por ação, considerando ainda que a ação, avaliada na média de múltiplos de EBITDA do setor, teria uma avaliação justa a 2,94 euros por ação.

A Sonae foi a outra exceção às quedas do PSI-20 ao subir +0,74% para 0,9510 euros.

Nas 12 ações que caíram, destaca-se a Galp que recuou -2,57% para 8,20 euros; a EDP Renováveis que perdeu -1,94% para 21,18 euros; e a EDP que caiu -1,43% para 4,67 euros.

Também a Corticeira Amorim caiu -2,60% para 10,50 euros; a Pharol perdeu -3,47% para 0,0780 euros; a Ramada também fechou negativa em -1,89% para 7,26 euros; a Navigator recuou -1,41% para 3,21 euros; a Altri fechou em queda de -1,65% para 5,07 euros e até o BCP caiu -0,90% para 0,1322 euros.

O analista do Millennium BCP investment banking diz que as bolsas europeias encerram em baixa, mas até recuperaram em relação às primeiras horas de negociação.

Os índices acionistas foram muito condicionadas pelo aumento de restrições na Europa para travar a propagação da Ómicron, que levou os Países Baixos a introduzirem um novo confinamento até pelo menos 14 de janeiro, e o secretário de Saúde do Reino Unido a afirmar que o país poderia tomar medidas mais fortes antes do Natal, ao mesmo tempo que a Alemanha pode impor medidas mais restritivas após o Natal, defende o analista Ramiro Loureiro na sua análise de fecho dos mercados.

“Ainda assim, a revelação da Moderna de que a dose de reforço leva a um aumento de anticorpos e é eficaz para a nova variante trouxe algum otimismo”, acrescenta o analista da Mtrader.

No universo Stoxx600 as perdas foram transversais a todos os sectores, com o de recursos naturais e auto a recuarem mais de 2,5%. O sector energético caiu 1,7%, penalizado pelas quedas superiores a 5% nos preços de petróleo.

O EuroStoxx caiu 1,30% para 4.107,13 pontos e o Stoxx 600 recuou 1,41%.

Nas principais bolsas, o FTSE 100 caiu -0,99% para 7.189 pontos; o CAC caiu 0,82% para 6.870,1 pontos; o DAX fechou a cair 1,88% para 15.239,7 pontos; o FTSE MIB perdeu 1,63% para 26.178 pontos; e o IBEX perdeu 0,83% para 8.242,4 pontos.

Destaque para a bolsa da Dinamarca que tombou 4,96%.

Nas empresas destaque para a Deutsche Telekom que recuou na bolsa (-2,19%) perante rumores de possível venda de torres, numa unidade que está avaliada em até 20 mil milhões de euros incluindo dívida.

“À hora de fecho europeu as bolsas em Nova Iorque recuavam cerca de 1,9%, com a oposição inesperada por parte do senador democrata Joe Manchin ao plano económico de $1,75 triliões (valor em notação norte-americana) de Joe Biden a ser um fator extra de pressão”, refere o analista da Mtrader.

O euro sobe 0,43% para 1,1288 dólares.

O petróleo Brent tomba 4,96% em Londres para 69,87 dólares o barril e o crude nos EUA está a cair 5,77% para 66,77 dólares.

No mercado de dívida pública, a dívida alemã a 10 anos dispara 1,07 pontos base para -0,37%. Portugal tem os juros a subirem 0,80 pontos base para 0,26%. Espanha com os juros a agravarem 2,55 pontos base para 0,36% e Itália vê os juros a 10 anos escalarem 3,51 pontos base para 0,93%.

 

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