Bolsa de Lisboa encerra ‘no vermelho’. EDP Renováveis recua mais de 3%

Em sentido contrário, as principais bolsas europeias terminaram a sessão em terreno positivo. O DAX (Alemanha) cresceu 1,04%, o FTSE 100 (Reino Unido) avançou 0,54%, o CAC 40 (França) valorizou 0,97% e o IBEX 35 (Espanha) avançou 0,61%.

A Bolsa de Lisboa (PSI) encerrou esta quarta-feira em território negativo, com uma descida de 0,81%, para os 6.030,10 pontos, tendo a EDP Renováveis liderado as perdas.

Assim, a EDP Renováveis viu as suas ações a recuarem 3,27% para os 24,86 euros, seguida da REN, que perdeu 1,60% para os 2,760 euros. A Jerónimo Martins também encerrou a sessão a perder, recuando 1,15% para os 22,34 euros. As ações da EDP diminuíram 1,17% para os 4,89 euros. Já BCP encerra a desvalorizar 0,49% para os 0,1430 euros.

Apenas quatro cotadas encerraram no ‘verde’. A liderar os ganhos ficou a Corticeira Amorim, cujas ações avançaram 1,93% para os 10,56 euros, seguida da Galp, que ganhou 1,41% para os 10,12 euros. Em terceiro ficaram os CTT, com as suas ações a avançarem 1,36% para os 3,35 euros. Por fim, a Semapa ganhou 0,72% para os 14,06 euros.

Em sentido contrário, as principais bolsas europeias terminaram a sessão em terreno positivo. O DAX (Alemanha) cresceu 1,04%, o FTSE 100 (Reino Unido) avançou 0,54%, o CAC 40 (França) valorizou 0,97% e o IBEX 35 (Espanha) avançou 0,61%.

O analista Ramiro Loureiro, do Millennium Investment Banking, atribui o sentimento positivo nas bolsas europeias ao aceleramento da atividade nos serviços dos EU ocorrida em julho.

“Já durante a manhã tinha sido revelado que na China também ocorreu um ganho de momentum e que na Zona Euro o abrandamento do ritmo de crescimento no setor tinha sido menor que o previsto. A Alemanha recebeu ainda a boa notícia de que as exportações líquidas em junho tiveram um registo bem mais positivo que o antecipado pelos analistas”, refere ainda o analista.

Segundo Ramiro Loureiro, foi o sector tecnológico o mais animado com a revelação destes dados económicos. Tal fez com que os investidores esquecessem, por enquanto, as reações dos bancos centrais em relação ao aumento de juros para travar o atual pico de inflação, num dia em que foi revelado que os preços no produtor da região da moeda única terão aumentado 35,8% em junho.

O preço do barril de petróleo está a descer, com o brent a recuar 2,17% para os 98,36 dólares e o crude a descer 2,48% para os 92,08 dólares.

No mercado cambial, o euro está a ter uma desvalorização face ao dólar, com uma descida de 0,19%, para os 1,0145 dólares.

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