Bolsa de Lisboa fecha no verde e acompanha Europa. EDP Renováveis brilha na sessão

No plano macroeconómico chegou a indicação de que a Produção Industrial na Zona Euro se expandiu ligeiramente acima do esperado em outubro animou os investidores. Por cá o destaque vai para a subida da EDP Renováveis e da Ibersol. Em queda destacou-se a Galp. Portugal continua com os juros negativos a 10 anos.

Kai Pfaffenbach/Reuters

O PSI-20 subiu 0,79% para 4.780,03 pontos, com as ações da EDP Renováveis a valorizarem +2,38% para 18,94 euros por ação. Destaque anda para a Ibersol que disparou 4,80% para 5,68 euros.

A Altri avançou +2,79% para 5,35 euros e a Navigator subiu +1,38% para 2,50 euros. Já os CTT ganharam +1,62% para 2,51 euros; e o BCP fechou em alta de +0,65% para 0,1238 euros.

Em terreno negativo apenas surgem quatro títulos, com destaque para a Galp Energia que recuou -1,02% para 8,96 euros; e para a Pharol que tombou -3,45% para 0,1454 euros.

A Jerónimo Martins viu a autoridade da concorrência e defesa do consumidor aplicar uma multa à Biedronka por abuso de posição sobre fornecedores, foi uma notícia de destaque na sessão, mas as ações da empresa não reagiram negativamente e até subiram +0,52% para 14,58 euros.

Os mercados de ações europeus fecharam na maioria em alta esta segunda-feira. Só o londrino FTSE 100 fechou a cair 0,23% para 6.531,8 pontos. Apesar do alargamento do prazo para as negociações pós-Brexit entre a União Europeia e o Reino Unido, que dão um sinal de que ambos os lados continuam dispostos em chegar a um entendimento.

O EuroStoxx 50 subiu 0,52% para 3.503,96 pontos. O CAC 40 subiu 0,37% para 5.527,84 pontos; o DAX avançou 0,83% para 13.223,16 pontos; o FTSE MIB valorizou 0,27% para 21.759,7 pontos e o IBEX ganhou 0,96% para 8.140,8 pontos.

“A aprovação regulatória nos EUA para a vacina Pfizer-BioNTech na última sexta-feira, estão a gerar otimismo, em especial nos setores cíclicos, como a Banca e o Automóvel. A nível empresarial a A AstraZeneca recua após ter lançado uma oferta de compra de 39 mil milhões de dólares à Alexion”, diz a análise do Millennium BCP, assinada por Ramiro Loureiro.

No plano macroeconómico chegou a indicação de que a Produção Industrial na Zona Euro se expandiu ligeiramente acima do esperado em outubro.

Em outubro de 2020, e em termos homólogos, a produção industrial registou variações homólogas de 0,0% em Portugal, -3,8% na Zona Euro e -3,1% na UE27, segundo dados do Eurostat.

Portugal registou uma variação nula, após ter registado um aumento de 2,4% no mês anterior.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para outubro de 2020, as maiores diminuições foram registadas na Dinamarca (-5,8%), Grécia (-3,0%) e Lituânia (-1,7%). Os maiores aumentos ocorreram na Bélgica (6,9%), Alemanha (3,4%) e Eslovénia (3,1%).

O Brent cai 0,48% para 49,73 dólares. Segundo a Energy Information Administration (EIA) que revelou os dados da evolução da cotação do Brent em novembro de 2020, a média da cotação internacional do petróleo Brent foi de 42,69 dólares por barril, o que representa uma diminuição homóloga de 32,46%.

O euro sobe 0,33% para 1,215 dólares.

O mercado de dívida soberana continua na mesma trajetória. As bunds alemãs sobem 1,68 pontos base para -0,62%.
A dívida portuguesa caiu 0,13 pontos base para -0,04% e a espanhola está em 0% com a queda de 0,08 pontos base. Itália tem os juros a caírem 1,72 pontos base para 0,54%.

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Dos quinze títulos apenas três fecharam em alta em Lisboa. Lá fora, “o ambiente de contestação social que se vive na China, onde se intensificam os protestos contra a política de Covid zero, está a gerar desconforto aos investidores e que desta forma descontam o mesmo nas bolsas”, realça o analista da MTrader.

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Wall Street começa semana em terreno negativo

O Dow Jones começou o dia em Wall Street a perder 0,23% para 34.269,38 pontos, o S&P 500 a ceder 0,59% para 4.002,33 pontos e o tecnológico Nasdaq a recuar 0,38% para 11.183,44 pontos. 
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