Bolsa de Lisboa mantém-se em terreno positivo com Europa no ‘vermelho’

As principais bolsas europeias estão todas em terreno negativo, com o DAX (Alemanha) a perder 0,93%, o FTSE 100 (Reino Unido) a desvalorizar 0,42%, o CAC 40 (França) a descer 0,44% e o IBEX 35 (Espanha) a perder 0,60%.

A Bolsa de Lisboa (PSI) encontra-se a meio da sessão desta quarta-feira no ‘verde’, a valorizar 0,09%, para 6.240,86 pontos, com as principais bolsas europeias em terreno negativo.

A Jerónimo Martins lidera nos ganhos, a valorizar 1,70% com as suas ações a valerem 22,78 euros, seguida da Semapa, que ganha 0,83% para os 14,52 euros, enquanto a EDP Renováveis valoriza 0,42% para os 26,53 euros.

A Galp também segue a sessão a ganhar 0,29%, com as suas ações a valerem 10,48 euros, e a EDP valoriza 0,27% para os 5,14 euros.

A The Navigator lidera nas perdas, desvalorizando 1,17%, com as suas ações a valerem 4,07 euros, seguida do BCP, que perde 1,05% para os 0,1504 euros, enquanto a Nos SGPS cai 0,75% para os 3,71 euros.

A ações da Mota Engil, da Corticeira Amorim e da Sonae mantêm-se inalteradas, a valerem 1,224 euros, 10,58 euros e 1,0420 euros, respetivamente.

As principais bolsas europeias estão todas em terreno negativo, com o DAX (Alemanha) a perder 0,93%, o FTSE 100 (Reino Unido) a desvalorizar 0,42%, o CAC 40 (França) a descer 0,44% e o IBEX 35 (Espanha) a perder 0,60%.

O analista de mercados do Millenium BCP, Ramiro Loureiro, destaca que o mercado europeu inverte o sentimento e negoceia na sua maioria em baixa, com o índice alemão DAX a liderar as perdas, após o Presidente da agência reguladora de energia do país ter afirmado que mesmo que os inventários de gás se situem nos 95% em novembro, a Alemanha não terá inventário suficiente para cobrir as necessidades mais do que dois meses e meio, caso a Rússia corte completamente o fornecimento de gás.

“A revelação de que a inflação no Reino Unido acelerou mais do que o esperado em julho para o nível mais alto em 40 anos é outro fator de pressão para os índices europeus”, aponta o analista, acrescentando que o Banco de Inglaterra antecipa que a inflação atinja valores acima dos 13% no mês de outubro.

No seio empresarial, Ramiro Loureiro realça a queda superior a 7% da Uniper, após ter reportado um impacto negativo de doze mil milhões de euros na primeira metade do ano, expondo a crise energética que se vive na Europa.

“No plano macroeconómico a divulgação de que a economia da Zona Euro poderá ter crescido a um ritmo inferior ao antecipado (0,6% vs 0,7% – estimado) está a ser outra condicionante”, refere.

“Nos EUA as atenções vão estar voltadas para as atas da última reunião da Fed, que serão divulgadas pelas 19h, e onde se espera por detalhes adicionais relativos às próximas subidas de taxas de juro”, frisa ainda.

O preço do barril de petróleo está a desvalorizar, com o brent a perder 0,26% para os 92,10 dólares e o crude a desvalorizar 0,03% para os 86,50 dólares.

No mercado cambial, o euro está a ter uma desvalorização de 0,01% face ao dólar, para os 1,0169 dólares.

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